Indústria de café da Índia pretende investir mais de US$187,53 milhões em mecanização

Escassez e altos custos de mão de obra estão no topo da lista dos maiores limitantes de desenvolvimento do setor nos próximos anos, tornando a mecanização uma prioridade de investimentos.

Publicado por: CaféPoint

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Enfrentando uma intensa escassez de mão-de-obra, a indústria de café da Índia deverá investir cerca de 10 bilhões de rúbias (US$ 187,53 milhões) nos próximos cinco anos em mecanização, divulgaram esta semana membros do setor.

A Associação de Cafeicultores de Karnataka (KPA) colocou a escassez e os altos custos de mão de obra no topo da lista dos maiores limitantes no 12o Plano de cinco anos (2012-2017) e disse que a mecanização é uma prioridade ao setor de café. Karnataka representa cerca de 70% da produção de café do país.

"Estamos prevendo uma severa escassez de mão-de-obra a longo prazo", disse o presidente da KPA, Marvin Rodrigues. No que diz respeito à mecanização, recomendamos ao Coffee Board e ao Ministério do Comércio um pacote de subsídio de Rs 3 bilhões (US$ 56,26 milhões) no 12o Plano de cinco anos para o setor de café", disse ele em uma conferência de imprensa durante a 54a conferência anual da KPA.

O sistema de empregos atual em xeque e a crescente migração da geração mais jovem para as cidades foram citados como as principais razões ao problema da mão-de-obra. Incluindo o componente de subsídio recomendado de Rs 3 bilhões (US$ 56,26 milhões), a indústria deverá ter um investimento próximo a 10 bilhões de rúbias (US$ 187,53 milhões) em mecanização em cinco anos, disse Rodrigues.

"A mecanização de certas operações estaduais de café é imperativa, considerando a escassez de mão de obra prevalente nas plantações".

A KPA requereu que a Comissão de Café incluíssem transformadores, geradores e separadores de grãos verdes na lista de seu esquema de mecanização.
Além da questão trabalhista, importantes limitantes ao setor no 12o Plano incluem: declínio na produção e produtividade, aumento no custo de fertilizantes e insumos, medidas rigorosas e caras de controle de poluição na indústria do café.

O foco durante o período seria a mecanização, pesquisa e desenvolvimento, replantio, aumento da água, aumento da qualidade, redução das medidas de poluição e suporte para criação de laboratórios de avaliação da qualidade.

A KPA requereu que o Ministério melhore a taxa de subsídio e abra esquemas para cobrir pequenos, médios e grandes produtores, cooperativa e setor corporativo.

As informações são do The Economic Times, traduzidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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