Os cafeicultores da Índia deverão obter 10-15% mais por sua nova colheita, que começa em dezembro, devido aos preços sustentados no mercado internacional de futuros.
"Os preços futuros do café deverão se sustentar no nível atual", disse o presidente da Associação de Exportadores de Café da Índia, Ramesh Rajah. Como os preços domésticos do café acompanham os futuros internacionais, os cafeicultores aproveitarão os benefícios, disse ele.
Os preços futuros internacionais do café aumentaram em 35% desde o começo de junho por causa das preocupações com a produção de nações como Colômbia e Vietnã e comércios especulativos feitos por fundos de hedge no mercado.
O preço do café arábica aumentou para US$ 1.852 por libra para as entregas de dezembro na ICE Futures de Nova York, o valor mais alto dos últimos 12 anos. O robusta também apresentou um aumentou de 2,6%, para US$ 1.838 por tonelada no NYSE Liffee Exchange, em Londres, o valor mais alto dos últimos nove anos.
Entretanto, a maioria dos cafeicultores indianos não foi capaz de se beneficiar do aumento, à medida que cerca de 80% das exportações já tinham sido completadas no começo do aumento, em junho. "Apesar de os produtores de arábica terem recebido uma sólida margem durante o período de janeiro a março, a maioria não foi capaz de se beneficiar muito devido aos preços mais fracos da variedade durante esse período", disse Rajah.
O recente aumento dos preços beneficiará tanto os produtores de arábica, como o de robusta, em um futuro próximo, disse ele. A maior produção estimada também ajudará, considerando a falta na oferta esperada de outros países mencionada anteriormente.
"As exportações da Índia dependem da disponibilidade do estoque de café e da produção da safra nesse ano safra particular. Como esperamos uma maior produção no próximo ano safra, a demanda de exportação deverá permanecer forte, com melhores preços aos cafeicultores", disse o economista agrícola do Coffee Board da Índia, Babu Reddy.
O Coffee Board disse que o país deverá produzir cerca de 289.000 toneladas durante esse ano safra, começando em outubro, das quais dois terços deverão ser exportados. A maioria dos principais compradores, como Nestlé e Tata, está nesse espaço de mercado, indicando sólida demanda, disse outro oficial do Board.
Durante janeiro a julho desse ano, as exportações aumentaram em 53%, para 178.000 toneladas, apoiadas na maior produção doméstica, comparadas com as 116.000 toneladas durante o mesmo período do ano anterior. O valor foi de cerca de 43% maior que no ano anterior.
Analistas da indústria também disseram que os maiores preços do café não prejudicarão o crescimento nas exportações. "Existe um desequilíbrio entre a demanda e a oferta nessa commodity, aumentando os preços. Assim, os compradores precisam entrar nos contratos nesse nível de preço, indicando demanda sustentada por café em um futuro próximo", disse o analista do JRG Wealth Management, Chowda Reddy.
A reportagem é do Business-standard.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Índia: produtores devem obter 15% mais pela nova safra
Os cafeicultores da Índia deverão obter 10-15% mais por sua nova colheita, que começa em dezembro, devido aos preços sustentados no mercado internacional de futuros.
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