Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de 320 pontos, fechando a 178,70 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 181,10 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 350 pontos frente as cotações da sexta-feira (13).
A desvalorização do dólar americano em relação a outras moedas determinou a alta do café ontem (16) na bolsa de Nova York. Como realçou a agência Bloomberg, o movimento ampliou os ganhos observados na semana passada, diretamente influenciados pela expectativa de problemas climáticos no Brasil. Traders ressalvaram que compras especulativas maximizaram os ganhos registrados.
Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. O primeiro vencimento, setembro/10, teve forte alta de US$ 4,85, fechando a US$ 214,05 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram valorização de US$ 3,70, fechando a US$ 208,90 a saca.
Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Dólar
Segundo Infomoney, consolidando sua trajetória negativa durante a tarde, o dólar sentiu os efeitos da melhora no mercado interno e fechou esta segunda-feira (16) com significativa perda de 0,43%, sendo cotado a R$ 1,763. A agenda econômica conturbada, o superávit comercial brasileiro e a capitalização de Petrobras estiveram entre os destaques do dia.
Mercado físico
No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 321,55, com valorização de 1,12%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula valorização de 1,31%.
Os preços continuam firmes no mercado interno, acompanhando tanto as altas de Nova York, como também sustentados pelo baixo volume de cafés de qualidade. Produtores que têm caixa estão negociando pequenos volumes, deixando para negociar o restante da safra no final de 2010 e início de 2011, aproveitando preços remuneradores.
Com consecutivas altas, muitos produtores seguram café na expectativa de conseguirem preços ainda maiores, o que diminui a oferta no mercado. Incerteza de oferta de cafés de qualidade no curto prazo sustenta as altas.
Mercado segue com bom ritmo de negócios em regiões que possuem qualidades melhores como Cerrado mineiro e Sul de Minas, por exemplo. Já na Zona da Mata de Minas as negociações estão lentas devido a quebra de produção e perdas de qualidade dos grãos.
Como está o mercado em sua região? Por favor, utilize o box de cartas abaixo para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado em sua região.
Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa

Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

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Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico