O diretor do Departamento de Café (Decaf), do Ministério da Agricultura, Edilson Alcântara, explicou que os recursos virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e da exigibilidade de aplicação no crédito rural de parte dos depósitos à vista nos bancos (MRC-62). Por enquanto, estão assegurados R$ 900 milhões do Funcafé, que foram aprovados na quinta-feira pelo Monetário Nacional (CMN). O montante é suficiente para financiar a estocagem de 2,8 milhões de sacas de café.
Para atingir a meta de estocagem, o governo deve lançar mão de mais R$ 600 milhões do Funcafé, o que possibilitaria financiar a retenção pelos cafeicultores de 1,875 milhão de sacas. Assim, o Funcafé faria aporte total de R$ 1,5 bilhão e financiaria a estocagem de 4,688 milhões de sacas. A maior parte dos recursos viria das aplicações da exigibilidade bancária, que atingiria R$ 2 bilhões, o suficiente para estocar mais 6,25 milhões de sacas.
Alcântara esclareceu que a atuação do governo é importante para evitar uma queda expressiva nos preços, que vêm sendo pressionados pela expectativa da colheita de uma grande safra no Brasil, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 50 milhões de sacas. O dirigente diz que, mesmo com colheita de uma "safra cheia", as perspectivas são otimistas para o cafeicultores brasileiros, pois outros países produtores, como a Colômbia, ainda enfrentam problemas e, por isso, os estoques mundiais continuam apertados.
O diretor do Decaf afirmou que o governo optou por financiar a estocagem em vez de recorrer aos leilões de opção de venda por causa do preço mínimo do café, que é de R$ 269/saca, valor bem abaixo dos praticados atualmente no mercado. Os bancos ao conceder os financiamentos levarão em conta os preços efetivos no mercado. A taxa de juros das operações é de 6,75% ao ano com 12 meses para pagamento, podendo ser antecipado no caso de o produtor optar por vender o café antes do vencimento.
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.













CAFEEIRA DONATTI
Carlópolis - Paraná - Corretor de café
postado em 04/05/2012
Tudo muito lindo, o pequeno produtor de café pra falar bem claro, hoje além dos financiamentos que ele deve nos bancos dos quais ele já deu o pouco de terra que tem como garantia, eles estão despreparados para este tipo de financiamento a cabeça deles não consegue imaginar que terá de fazer este tipo de negócio para poder pelo menos continuar sobrevivendo. Ficam todos se baseando em dados, e na verdade na prática hoje aqui no campo é diferente, Mas como diz o Sr. José (pequeno produtor da região)com um sapato no pé que catou em uma lixeira de Ribeirão Claro, uma calça com +ou- uns 25 remendos, uma camisa de volta ao mundo, que não sei de onde ele tirou, um boné escrito na frente PSDB e um cigarro de fumo de corda enrolado em uma folha de caderno, ele disse: "Vamos que vamos!"