Segundo maior exportador mundial, o Brasil está ampliando sua presença num mercado específico desta commodity: o de grãos verdes de alta qualidade usados na fabricação de cafés finos.
Estimativas da Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) indicam que entre 2006 e 2010, o volume de exportação deste tipo de grão dobrou: de 1,9 milhão para 3,9 milhões de sacas de 60 kg.
O mercado de grãos especiais corresponde a 20% da safra mundial de café -dentro desta parcela, 20% é de produção brasileira, de acordo com a Cecafé. "É um mercado que cresce muito acima do que o da commodity", diz Edgard Bressani, CEO da O'Coffee, marca de uma empresa da Alta Mogiana que planta, torra e vende café especial.
As exportações brasileiras de grãos finos compõem "blends" (mistura) de marcas de café refinados, torrados e comercializados em países do mundo todo. De acordo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), empresas de torrefação buscam fornecedores no país. Como exemplo, Herszkowicz cita a Illy, uma das maiores empresas do segmento, que usa 60% de grãos brasileiros.
A reportagem é do jonal Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Exportações de cafés finos duplicam
Segundo maior exportador mundial, o Brasil está ampliando sua presença num mercado específico desta commodity: o de grãos verdes de alta qualidade usados na fabricação de cafés finos.
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