Estoques baixos devem pressionar preços de café
Os gastos cada vez maiores com fertilizantes e com a mão-de-obra pressionam os lucros do setor de café no Brasil, maior produtor mundial, mas os estoques apertados devem fortalecer o poder de barganha dos produtores ao negociarem suas safras. O preço dos fertilizantes chegou a dobrar em menos de um ano, ao passo que o custo da mão-de-obra vem se elevando em meio a um persistente boom econômico alimentado pelas commodities.
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Os produtores afirmam que o golpe final tem sido a constante valorização do real, corroendo o faturamento já que a moeda brasileira ganha força diante do dólar, moeda com a qual o café arábica é negociado no mercado de futuros. O café arábica em Nova York está cotado a cerca de 25% acima do valor de julho de 2007. Na época, US$ 1 comprava R$ 1,90, mas hoje compra apenas R$ 1,60, com queda de 15%.
Entretanto, cooperativas de produtores e exportadores afirmam que os estoques apertados no mercado interno, que segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atingiram neste ano o menor patamar histórico, poderiam deixar os produtores em uma boa posição quando se trata de fechar um negócio.
"Nunca vimos um período de entressafra tão difícil", respondeu John Wolthers, da trading Comexim. Segundo ele, os preços mais altos no mercado internacional nas últimas semanas incentivaram os exportadores a comprar grãos até uma queda subsequente dos preços, o que diminuiu a margem de lucro das transações. "Agora os negócios estão totalmente paralisados", afirmou.
"Com certeza, o mercado vai subir. Nos próximos dois meses, o preço do café vai ficar entre 150 e 170 centavos de dólar. Os custos dos produtores aumentaram e eles não venderão o produto por qualquer preço", afirmou Lúcio de Araújo Dias, da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo. "Os fazendeiros precisam ganhar dinheiro para continuar plantando café", concluiu. As informações são da Reuters News.
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MARILÂNDIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 20/07/2008
Muitos pequenos produtores familiar estão vendendo suas propriedades e partindo para as cidades! Se o preço do café não subir, ficará difícil continuar no campo. Os pequenos produtores estão realmente muito desanimados!

MARINGÁ - TOCANTINS
EM 16/07/2008

NEPOMUCENO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 15/07/2008
A cafeicultura é o setor que mais vem sendo prejudicado pela atual situação econômica, nós não estamos tendo condições de arcar com as despesas de produção e de manejo. Estamos atravessando uma das maiores crises do setor, e com todo respeito, as nossas autoridades não estão tomando as medidas necessárias para pôr fim à crise; o que nós, cafeicultores, queremos não são promessas de que a situação vai melhorar, nem alongamentos de dívidas que não temos condições de honrar.
O que todo cafeicultor quer é simplesmente: preço justo pela saca do café. Quem produz café no Brasil merece um prêmio, pois luta contra o clima, a economia, as grandes empresas que monopolizaram os insumos, e contra os preços baixíssimos pelos quais vendemos nossa produção, e mesmo assim não desiste nunca.
O cafeicultor sonha que "no ano que vem" tudo vai melhorar, e é por causa desse sonho que conseguimos, por enquando, produzir cafe no Brasil e trazer divisas para nosso país, que não dá o devido valor ao setor que mais exporta.
Esse é um pequeno desabafo de um pequeno produtor de café que sofre simplesmente por ser e por gostar de ser cafeicultor