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Embrapa pesquisa café irrigado no sertão nordestino

postado em 04/06/2007

1 comentário
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Resultados experimentais em Petrolina (PE), a menos de 400 metros do nível do mar (altitude recomendada para o robusta), e em Jaguarari (BA), a mais de 700 metros do nível do mar (altitude recomendada para o arábica), se mostraram promissores para o cultivo comercial do café nas áreas irrigadas do Nordeste.

O pesquisador e chefe-geral da Embrapa Semi-Árido (Petrolina-PE), Pedro Carlos Gama da Silva, vê com otimismo a implantação da cultura na região, mas ressalta a necessidade de intensificar as pesquisas. Por isso, a empresa pretende implantar projetos para gerar tecnologias apropriadas para uma atividade que será inovadora como fonte de renda, de ocupação e de negócio sustentável.

Segundo ele, a boa situação do plantio, do desenvolvimento das plantas e da floração homogênea, revelam o potencial produtivo da cultura, mas torna necessário testar variedades, formas diferentes de manejo para a melhora da qualidade e ampliação da quantidade de café produzido, além do manejo de irrigação. Outro aspecto importante que precisa ser bem definido para viabilizar o cultivo comercial do café, diz respeito às variedades que melhor se adaptam às condições ambientais da região.

O pesquisador José Maria Pinto deverá conduzir um projeto que irá testar diversas variedades de arábica (catuaí vermelho, catuaí marelo, ouro verde, obatã e tupi) e os conilons robustão capixaba e robusto tropical - que são tolerantes à seca. Por sugestão de pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), também serão avaliadas outras variedades de conilon: kouilou e bukoensis. As informações são da Embrapa.

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Comentários

Francisco Benedito da Costa Barbosa

Belém - Pará - Pesquisa/ensino
postado em 04/06/2007

A agricultura irrigada do semi-árido nordestino tem sido alvo de relevantes pesquisas agronômicas e pujantes programas econômicos o que já comprova a sua viabilidade para o que a região mais necessita: desenvolvimento econômico não concentrado.

Faz-se mister que a sociedade local, sobretudo a do sertão, envolva-se mais profundamente nesta questão, participando com planejamento e ações que permitam o estabelecimento de programas que integrem definitivamente essas experiências numa abrangência cada vez maior.

A diversidade ecológica da região é propícia a uma diversidade econômica, pautada no conhecimento e na inovação de modo a estabelecer um processo de desenvolvimento econômico sustentado e sustentável para suas populações.

Somente assim, poder-se-á a médio prazo eliminar as tão malfadadas políticas sociais assitencialistas e eleitoreiras que perduram na região, se robustecendo e ampliando a cada estiagem e a cada governo, transformando-se no paraiso da grande maioria dos políticos de ontem e de hoje.

Meus parabéns por esta iniciativa da Embrapa Semi-Árido e à todos aqueles que estão direta e indiretamente envolvidos. Não desistam, busquem mais parceiros e dêem continuidade às pesquisas.

Saudações!

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