El Salvador: 84% da produção já tem comprador

O café salvadorenho tem obtido seus melhores preços em décadas. Cerca de 84% da colheita exportável da safra de 2010/2011 (entre 1 de outubro de 2010 e 30 de setembro de 2011) já tem comprador e esses 1,65 milhão de quintais (1,26 milhão de sacas de 60 quilos) foram vendidos a um preço médio de US$ 188,71 (US$ 246,14 por saca de 60 quilos), segundo dados do Conselho Salvadorenho de Café (CSC).

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O café salvadorenho tem obtido seus melhores preços em décadas. Cerca de 84% da colheita exportável da safra de 2010/2011 (entre 1 de outubro de 2010 e 30 de setembro de 2011) já tem comprador e esses 1,65 milhão de quintais (1,26 milhão de sacas de 60 quilos) foram vendidos a um preço médio de US$ 188,71 (US$ 246,14 por saca de 60 quilos), segundo dados do Conselho Salvadorenho de Café (CSC).

No mercado, o preço do quintal esteve em cerca de US$ 250 (US$ 326,09/saca de 60 quilos) nas últimas semanas; no entanto, parte da atual colheita se negociou quando o quintal estava em torno de US$ 150 (US$ 195,65/saca de 60 quilos), no final de 2009.

"Esses preços vieram no final do ano passado e alguns produtores negociaram em outubro de 2009 e foi até junho de 2008 que se dispararam os preços", disse a diretora executiva do CSC, Ana Elena Escalante. "Esse é nosso interesse para que as vendas das próximas colheitas sejam feitas, para garantir esses preços (acima de US$ 250 o quintal)". Segundo ela, é possível que os bons preços se mantenham por uns três anos e isso permitirá aos cafeicultores reduzir suas dívidas.

A recuperação de preços e as vendas posteriores têm permitido que o custo médio do quintal de café supere em quase US$ 40 ao da colheita de 2009/10. Dessa forma, o valor negociado - US$ 300,3 milhões - superou os US$ 199 milhões obtidos no ano passado pela venda de 1,33 milhão de quintais de café (1,02 milhão de sacas de 60 quilos). Desses US$ 300 milhões, US$ 84,45 milhões contam como café já exportado (369.867,6 sacas de 60 quilos), segundo dados do Conselho de 10 de fevereiro.

Com relação à colheita de 2011/2012, a diretora executiva do CSC disse que, preliminarmente, prevê-se que haja uma leve redução com relação aos 2,4 milhões de quintais (1,84 sacas de 60 quilos) produzidos nesse ano, considerando a bianualidade da produção de café.

Apesar de os bons preços do café ter trazido boas notícias ao setor, a alta nos fertilizantes vai contra isso. O presidente da PROCAFE, Antonio Arévalo, disse que os fertilizantes utilizados nos cafezais estão em alta. Os nitratos aumentaram 25% desde março de 2010 até agora; a ureia teve alta de 13%.

Neste sentido, Arévalo disse aos produtores para não esperar até maio ou junho para a compra de fertilizantes, mas sim, que adiantem as coisas, prevendo possíveis novas altas.

A reportagem é do Laprensagrafica.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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