Cooxupé: comercialização de café deve melhorar

"Lá fora nunca pararam de comprar café, e de agosto para frente a comercialização deve ser ainda melhor porque termina o período de férias e as indústrias começam a recompor os estoques para o inverno no hemisfério norte", diz Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé. No mercado interno a perspectiva é a de que a intervenção do governo resulte na elevação dos preços. A Cooxupé participou de um pool de cooperativas que compraram o direito de vender ao governo 1 milhão de sacas de café arábica.

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As chuvas trouxeram o otimismo de volta à Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, que ganhou, com o clima favorável, novo ânimo em relação ao comportamento do produto até o final do ano. As chuvas intensas e frequentes sobre o parque cafeeiro mudaram o humor dos produtores, que tiveram ainda outra notícia positiva: o maior interesse do mercado internacional de substituir os cafés colombianos e centrais pelo produto brasileiro.

"Lá fora nunca pararam de comprar café, e de agosto para frente a comercialização deve ser ainda melhor porque termina o período de férias e as indústrias começam a recompor os estoques para o inverno no hemisfério norte", diz Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé).

No mercado interno a perspectiva é a de que a intervenção do governo resulte na elevação dos preços. A Cooxupé participou de um pool de cooperativas que compraram o direito de vender ao governo 1 milhão de sacas de café arábica.

"A venda para o governo (a R$ 310 a saca) soluciona parte dos problemas, mas acredito que até o período de exercício da opção de venda o preço no mercado já terá superado o oferecido pelo governo", avaliou o presidente da Cooxupé. Para estimular as cotações de café o Ministério da Agricultura pretende ampliar os estoques governamentais e aguarda a aquisição do produto ser aprovada pelo Ministério da Fazenda.

Do total de café recebido pela cooperativa, 50% são exportados diretamente, 30% são vendidos para outros exportadores e o restante, em grande parte produto a granel, é direcionado ao mercado interno para torrefadoras. O volume total movimentado pela Cooxupé equivale a 13% do café arábica produzido no Brasil e a aproximadamente 20% do café cultivado no estado de Minas Gerais.

As informações são de Priscila Machado, do Diário do Comércio e Indústria/SP, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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