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Controle da produção permite que grandes lavouras obtenham cafés especiais
Pereira, dirigente da empresa Monte Alegre que gerencia 2.050 hectares de café, informa que controle da produção envolve o uso de sementes certificadas, o preparo do grão (cerejas), processamento, transporte, granelização e entrega ao cliente.
Antes da granelização e entrega ao comprador, há ainda a classificação do café. A empresa dirigida pelo produtor dispõe de três provadores que atribuem notas aos grãos de acordo com o aroma, doçura, acidez, corpo e sabor do produto. Os cafés considerados de mais alta qualidade - especiais - são separados para atender as mercados onde há demanda por esse tipo de produto.
Hoje, a empresa familiar de Minas Gerais produz cerca de 80 mil sacas de 60 kg por ano. Em média, 35% desse total são cafés especiais exportados para Estados Unidos, Coreia, Japão, Itália, Suíça, Alemanha, Grécia, Inglaterra, Dinamarca, Noruega e China.
O produtor reforça que a sustentabilidade ambiental e social são também fundamentais para se manter e ampliar a penetração no mercado de café. O Brasil, informa Pereira, é exemplo de respeito aos recursos naturais. Ele detalha uma série de passos que são cumpridos para alcançar a certificação ambiental, como reciclagem da água usada, controle integrado de pragas e uso de variedades resistentes para reduzir a aplicação de agrotóxicos.
O profissionalismo também está permitindo que a maior cooperativa de café do mundo - a Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) - acesse o mercado de cafés especiais. Segundo o presidente da entidade, Carlos Alberto Paulino da Costa, a cooperativa de 11,9 mil cafeicultores produz entre 150 a 200 mil sacas de cafés gourmet por ano. Para administrar a comercialização desse tipo de produto, a Cooxupé criou uma empresa específica.
A cooperativa também mantém classificadores. "Há produtores que produzem uma pequena quantidade de cafés especiais e nem sabem. Os provadores selecionam esses produtos com alto valor agregado", explica Costa. A Cooxupé atua nas regiões do Triângulo Mineiro, Sul de Minas Gerais e em dois municípios paulistas. Ao todo, são produzidas entre 4,5 milhões e 5 milhões de sacas de café. Os grãos são comercializados, principalmente, para Europa e Estados Unidos.
As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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