Colômbia fica em sexto lugar nas exportações de café

Honduras superou a Colômbia, a Indonésia e a Índia como exportador de café no primeiro semestre desse ano, de acordo com a Organização Internacional de Café (OIC) e se converteu no terceiro exportador mundial, enquanto a Colômbia caiu para o sexto lugar.

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Honduras superou a Colômbia, a Indonésia e a Índia como exportador de café no primeiro semestre desse ano, de acordo com a Organização Internacional de Café (OIC) e se converteu no terceiro exportador mundial, enquanto a Colômbia caiu para o sexto lugar.

Os produtores colombianos esperam que a tendência, resultado de três anos difíceis por causa do efeito do inverno e da renovação de cafezais, seja revertida como começam as mostrar os dados de junho, quando a produção se recuperou em 52% e as exportações em 6%. Em julho, a produção se recuperou em 26% e as exportações em 15%.

O Brasil, por sua vez, perde sua supremacia mundial para o Vietnã, que entrou com força nesse mercado há vários anos. Durante o primeiro semestre do ano, as exportações do Vietnã chegaram a 14,3 milhões de sacas e as do Brasil, a 12,6 milhões. Honduras exportou 3,8 milhões de sacas e a Colômbia, 3,4 milhões.

Além disso, não se pode desconsiderar a importância que o Peru vem ganhando como exportador. Desse país, procedem 68% das importações colombianas de café, que vão para o consumo interno. O país vendeu 1,1 milhão de sacas aos mercados internacionais no primeiro semestre. Esse ano, espera-se produzir não menos de cinco milhões de sacas de 60 quilos.

"A Índia também desperta inquietudes nos mercados por sua extensa área e potencial na indústria, principalmente por suas exportações de robusta", disse o colombiano Germán Meneses, corretor da torrefadora de Nova York, BRC Coffee.

Meneses explicou que no Vietnã, "o café tomou muita força vários anos depois da guerra, até a segunda metade da década de oitenta". Além da incidência da política local "Doi Moi" (renovação), conseguiu-se ajuda do Banco Mundial. "Ao interior se somam a eficiência dos sistemas de irrigação e a boa quantidade de fertilizantes aplicados aos cultivos; por outro lado, conta-se com uma mão de obra incansável e mais barata que na América Latina".

A Índia conta com um consumo interno que cresceu 16% nos últimos quatro anos, com perspectiva de crescer muito mais. Isso é favorecido pelo aumento da renda por habitante, a urbanização e a mudança nos hábitos de consumo. Isso fará com que o país perca participação no mercado mundial, que abastece com produto local e vietnamita que importa, solubiliza e reexporta.

A reportagem é do ElTiempo.com., traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Murilo De Castro
MURILO DE CASTRO

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