Colômbia: cafeicultores conseguem maior apoio do governo, com investimentos três vezes maiores em subsídios ao setor

Em reposta a uma carta dos diretores dos comitês departamentais de cafeicultores, conseguiu-se que o Ministério da Fazenda do país triplicasse o apoio, que passará de 20.000 para 60.000 pesos (US$ 32,87) por carga de 125 quilos. O orçamento total passou de 28,8 bilhões de pesos.

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Desde 17 de outubro, o fisco da Colômbia desembolsou 3,882 bilhões de pesos (US$ 2,13 milhões) para subsidiar com 20.000 pesos (US$ 10,95) um total de 194.143 cargas (125 quilos por carga) de café. Esse é o chamado Apoio ao Rendimento do Cafeicultor (AIC, sigla em espanhol) que até agora beneficiou 52.258 cafeicultores.

De acordo com a Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, 1.742 cafeicultores solicitam esse subsídio diariamente, de forma que foram necessários uma média de 129 milhões de pesos (US$ 70.681,8) diários.

Agora, em reposta a uma carta dos diretores dos comitês departamentais de cafeicultores, conseguiu-se que o Ministério da Fazenda triplicasse o apoio, que passará de 20.000 para 60.000 pesos (US$ 32,87) por carga de 125 quilos. O orçamento total passou de 28,8 bilhões de pesos (US$ 15,78 milhões) para 60 bilhões de pesos (US$ 32,88 milhões).

O ministro da Fazenda, Mauricio Cárdenas, disse que no novo valor valerá até 31 de janeiro de 2013, sempre e quando o preço interno do café estiver abaixo dos 650.000 pesos (US$ 356,14) por carga.

Precisamente, esse valor não tem sido alcançado para os cafeicultores desde o final de maio passado, havendo alguns aumentos no preço médio diário. O preço registrado nessa semana - média das 16 cidades onde se compra café - foi de 523.675 pesos (US$ 286,93) por carga de 125 quilos, o que indica uma queda de 42,6% frente ao primeiro dia útil desse ano, quando estava em 913.375 pesos (US$ 500,46). Esse é o preço mais baixo registrado nesse ano, o que segue piorando a crise da cafeicultura colombiana.

Por outro lado, também funciona o chamado Contrato de Proteção de Preço (CPP), "para que os cafeicultores protejam o preço pelo qual vendem seu café, que não envolve o desembolso de recursos por parte da Federação", disse o gerente da mesma, Luis Genaro Muñoz.

O AIC se soma aos recursos do Governo destinados aos programas de Permanência, Sustentabilidade e Futuro (PSF) orientados a promover a renovação dos cafezais pelas variedades resistentes. Ao fechamento de outubro, foram fornecidos 43.175 créditos de PSF para a renovação de 42.163 hectares, no valor de 252,741 bilhões de pesos (US$ 138,48 milhões).

A isso se soma a "Ola Invernal", com recursos da Colômbia Humanitária, para a conversão dos cafezais afetados pelo inverno. Até agora, foram entregues 23,187 bilhões de pesos (US$ 12,7 milhões) para 116.000 cafeicultores.

Por outro lado, o representante do Movimento pela Dignidade Cafeeira, Óscar Gutiérrez, disse que apesar do aumento do subsídios, esse ainda não cobre os custos de produção, faltando 8.000 pesos (US$ 4,38).

O preço interno do café é resultado da combinação de sua cotação na Bolsa de Nova York, o diferencial pela qualidade e a taxa de câmbio. Entre janeiro e novembro, no primeiro mercado, a libra de café suave passou de US$ 2,2 para US$ 1,5, uma queda de 31,8%. O diferencial também caiu em 65%, de US$ 0,29 para US$ 0,10. Por outro lado, de janeiro a outubro, o dólar flutuou entre 1.942 a 1.750 pesos por dólar, tendo, assim, uma valorização de 6%. A reportagem é do http://www.portafolio.co.

As informações são da Portafolio.com, traduzidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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