Colômbia busca reforçar presença de seu café no Japão para canalizar sua expansão na Ásia

postado em 08/09/2011

 

A Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia considera o Japão um mercado "bastante estável e muito exigente" e um "eixo estratégico" para reforçar sua expansão na Ásia, disse o gerente geral da federação, Luis Genaro Muñoz. Ele está no Japão para preparar a visita do Comitê Econômico Conjunto Japão-Colômbia na próxima semana e "ajudar a melhorar as relações comerciais, visitar clientes e realizar uma análise de consumo, produção e expectativas" do café.

O Japão, terceiro importador mundial de café com sete milhões de quilos por ano, é o segundo mercado desse produto para a Colômbia, que em 2010 exportou 1,4 milhão de sacas a esse país. Isso denota cerca de 10% das exportações totais de café colombiano e cerca de 20% das importações japonesas, segundo dados da Federação.

"O Japão é um mercado bastante estável e muito exigente, que sempre solicita os melhores cafés do mundo e conta com um consumo muito atrativo", disse Muñoz. Para ele, o país asiático é muito importante por ser um "eixo especialmente estratégico" que "concorre com o mercado de países vizinhos" e permite enfrentar o crescimento na região.

Para ele, o "o café é um produto privilegiado" em épocas de crise, como demonstra o fato de que seu consumo tenha se mantido, de forma que ele vê oportunidades, tanto nos mercados tradicionais como em outros como Ásia e Leste Europeu.

Muñoz ratificou que a produção de café, um produto da qual 2,7 milhões de pessoas da Colômbia ou 33% da população rural dependem, tem crescido e rondará as 9 milhões de sacas de 60 quilos no final de 2011. Em geral, os mercados tradicionais para o café colombiano têm se comportado bem, sem que tenha sido observado queda, já que o consumo e a demanda seguem crescendo.

"A média histórica da Colômbia é de cerca de 11 milhões de sacas de 60 quilos anuais, mas em 2009, diminuímos severamente em 30%, para 7,8 milhões, e agora, estamos recuperando os níveis".

Uma dos principais desafios para a produção é reduzir os efeitos da mudança climática, para o que é necessário que o setor se prepare para ter uma cafeicultura "mais jovem, mais produtiva, mais resistente, e isso se faz acelerando a renovação" de seus hectares, disse ele. Para poder enfrentar a mudança climática, a Colômbia investiu esse ano cerca de US$ 200 milhões para fortalecer a cafeicultura, um setor que representa 18% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola e 7% do PIB nacional.

A reportagem é da agência EFE, traduzida e editada pela Equipe CaféPoint.

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