O Brasil é o maior produtor mundial da commodity. Com o avanço da colheita, que ganhou ritmo nas últimas duas semanas, a expectativa é de que o mercado receba um grande volume de café no curto prazo. Entre junho e julho, chuvas fora de época no Brasil impulsionaram os preços em quase 20%, pois atrasaram a colheita e prejudicaram a qualidade da safra. Outro fator que pesa nas cotações é valorização do dólar, no contexto da crise internacional. Com o dólar mais forte, as commodities tendem a ficar menos atrativas para compradores que usam outras moedas.
Na Bolsa de Chicago, a soja registrou alta de 3,16% e puxou as cotações do milho e do trigo. Além da estiagem prolongada que tem prejudicado as lavouras de soja dos Estados Unidos, maior produtor mundial, o governo americano anunciou a exportação de 300,4 mil toneladas por companhias privadas, além de outras 165 mil toneladas à China. Essa notícia mostrou ao mercado que, mesmo com os altos preços da oleaginosa, a demanda permanece firme. Investidores dos mercados de grãos aguardam, ainda, o relatório de oferta e demanda que os Estados Unidos divulgam hoje.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.












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