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Clima no Brasil dita mercado de café
Conforme previsões da meteorologia, uma frente fria alcança as regiões produtoras de café do Sudeste nesta semana. Em princípio, o maior problema não é o frio extremo, mas sim as chuvas, que podem desacelerar os trabalhos de colheita. "Especuladores vendidos estão em situação complicada em meio ao mercado climático", informa corretor da Icap do Brasil.
Produtores estão atentos à colheita, que pode ser interrompida por causa da previsão de chuvas nos cafezais do Sudeste. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que a demanda pelos grãos da nova temporada está maior em relação aos cafés da safra atual. Os lotes da safra 2011/12 têm apresentado qualidade satisfatória, mesmo contendo ainda muitos grãos verdes. Apesar da maior demanda, os grãos da nova temporada ainda não chegaram ao mercado em volume suficiente para aquecer as negociações.
O mercado físico no Brasil está firme, com poucos negócios. O produtor está em situação confortável, "com cotações elevadas em plena entrada de safra", diz a fonte. Mesmo antes, quando as cotações futuras cederam, o cafeicultor não saiu às pressas para vender, acrescenta.
A baixa oferta de grãos de qualidade se reflete na BM&FBovespa, "com vendidos assustados diante do aperto para cumprir compromissos", relata. Café para exportação está difícil de ser encontrado. Assim, embora os diferenciais com Nova York tenham enfraquecido, ainda assim o mercado deve seguir sustentado.
O vencimento do café para julho fechou ontem em alta de 0,96% (250 pontos), a 263 cents. A máxima chegou a marcar 265,50 cents (mais 500 pontos). A mínima foi de 260 cents (menos 50 pontos). Graficamente, diz o corretor, pouco há o que se comentar, por causa dos saltos das cotações. Para efeito de referência, o suporte é a mínima de 253,30 cents, marcada na quinta-feira passada. A resistência é a máxima de sexta, a 273,80 cents.
O corretor acrescenta que o enfraquecimento do dólar ante outras moedas favoreceu as commodities ontem. No entanto, o câmbio não tem sido o principal fator de direção para as cotações. " O clima, mesmo sem risco de geadas, é que tem orientado os preços", observa.
Os contratos futuros de arábica na BM&FBovespa fecharam em alta ontem, com exceção do setembro/12, que caiu US$ 0,45, a US$ 325 a saca. O vencimento setembro/11, o mais líquido, com 11.202 lotes em aberto, subiu US$ 1,45, a US$ 343,30 a saca.
As informações são da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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