Cecafé: balanço das exportações aponta alta na receita cambial de 59%

postado em 08/12/2011

 

As exportações de café do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% superior a registrada no mesmo período de 2010, US$ 7,880 bilhões contra US$ 4,967 bilhões, e 30.444.012 sacas exportadas. Já em novembro, a receita cambial foi 34,6% maior que a apontada no mesmo mês no ano passado, US$620,452 milhões. Os dados foram divulgados ontem, dia 6, pelo CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) no Balanço das Exportações.

O volume exportado (2.993.513 sacas entre verde, torrado & moído e solúvel), mostrou uma queda de 5,7% em relação a novembro de 2010, quando foram embarcadas 3.175.871 sacas. Essa redução no volume decorre da safra corrente ser inferior à passada, observando-se que a diminuição em 9,6%, se comparado o mesmo mês em 2010 e 2011, concentra-se nas vendas de café arábica. Em contrapartida, as exportações de robusta apresentaram um crescimento de 51% no mesmo período.

Guilherme Braga, diretor-geral do CeCafé, comenta que "a receita cambial esperada para o ano de 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a registrada em 2010, apesar do volume esperado para o encerramento do ano ser praticamente o mesmo do ano anterior. A razão que contribuiu para este resultado foi os preços, que se mantiveram em patamares mais altos ao longo de 2011, notadamente os da variedade arábica (preço médio de US$ 200,22 por saca em 2010, contra US$ 294,69 em 2011).

Segundo o relatório, em novembro de 2011, 86% do café exportado foi da qualidade arábica, 9% de solúvel e 5% de robusta.



De janeiro a novembro de 2011, o balanço aponta que os principais mercados importadores de café do Brasil foram: Europa, com 52% do total, seguida pela América do Norte, com 25%; Ásia, com 17% e América do Sul, com 3%. Em primeiro lugar na a lista dos países que mais importaram café do Brasil nesse período está os EUA com 22% do total exportado (6.632.318 sacas). Em seguida está a Alemanha, com 19% (5.681.690 sacas importadas); Itália, com 8% (2.455.823 sacas), e Japão, com 7% (2.306.205 sacas). Em quinto lugar ficou a Bélgica, com 7% do total (2.149.266.sacas).



Até o mês de novembro de 2011, os embarques de café foram feitos principalmente pelo porto de Santos, que embarcou 76,8% total exportado (23.367.941 sacas), pelo porto de Vitória, que escoou 15% do total (4.571.368 sacas) e pelo porto do Rio de Janeiro, de onde saíram 6,1% do total (1.860.765 sacas).

Brasil vende mais café ao mercado árabe

Os produtores brasileiros de café exportaram mais aos países árabes neste ano. No acumulado de 2011 até novembro. As exportações brasileiras de café aos países árabes ficaram em US$ 226 milhões, com 1,14 mihão de sacas, de janeiro a novembro deste ano. Houve aumento de 39% em receita e de 1% em volume.

O mundo árabe respondeu por 4% do volume exportado e por 3% das receitas obtidas com vendas de café lá fora. O maior mercado do café brasileiro no exterior é a Europa, que recebeu nos onze primeiros meses deste ano 15 milhões de sacas do Brasil, o que gerou ao País uma receita de US$ 4 bilhões. A América do Norte é o segundo maior mercado, com 7,6 milhões de sacas recebidas e geração de US$ 1,9 bilhão para os brasileiros. Para a Europa, as vendas ficaram estáveis no período e para América do Norte elas avançaram 13%.

Grande parte do café exportado pelo Brasil é verde. Das 30,4 milhões de sacas da commoditie que o país vendeu lá fora até novembro, 27,5 milhões foram em café verde, principalmente do tipo arábica.

Clique aqui e confira o resumo das exportações brasileiras de café em novembro de 2011.


As informações são da Assessoria da CNC e da Agência Anba, resumidas e editadas pela Equipe CaféPoint.

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Comentários:

Reinaldo Foresti Junior

Campanha - Minas Gerais - Produção de café
postado em 08/12/2011

Elixir do mundo moderno. Fruto exótico em sua origem africana, o café se tornou um produto cobiçado, sinônimo de luxo e elegância.(Prof.Ana Luiza Martins, é historiadora da Secretária de Estado da Cultura de São Paulo e Autora de História do Café ).

Segundo o Economista e Professor da PUC-Rio Sérgio Besserman Vianna: O café foi a primeira produção voltada para o mercado de massa global. Esta verdade histórica continua viva no momento atual, quando nos deparamos com a conquista de alta qualidade do café produzido no país e o mercado de massa global, quando nos tornamos o segundo maior consumidor do mundo e o primeiro exportador, conforme apontado nos quadros acima, da Assessoria da CNC e da Agência Anba, resumidas e editadas pela Equipe CaféPoint.

Parabéns aos nossos produtores, torrefadores, comerciantes, exportadores e consumidores nacionais e internacionais, sem os quais, é primário e lógico que, não existiria o mercado.

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