Carvalhaes: cotações devem subir em 2008
No cenário atual precisaremos de safras médias de 45/46 milhões de sacas e, portanto, é um exercício inútil ficar especulando se a próxima safra brasileira será 2 ou 3 milhões maior ou menor do que o indicado pelos números oficiais. Os preços praticados atualmente não estimulam o aumento da produção, principalmente com as sedutoras alternativas que estão se abrindo nas demais commodities agrícolas. Como o consumo de café vem crescendo e se sofisticando em todo o mundo, a demanda continuará forte e as cotações deverão subir naturalmente neste ano, apesar da safra cheia no Brasil, procurando um novo patamar de preços - como já aconteceu com as demais commodities agrícolas - mais condizente com o atual quadro da economia mundial.
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Mesmo aguardando números de safra cheia, muitos operadores trabalham com a expectativa de preços sustentados e em alta. Com o consumo interno crescendo bem acima da média mundial - a ABIC estima fechar 2008 com aproximadamente 18 milhões de sacas - e estoques de passagem zerando (provavelmente pela primeira vez desde que o Brasil assumiu a liderança das exportações mundiais de café, no início do século 19) em algum mês deste primeiro semestre, o Brasil, maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor de café do mundo, passará a contar apenas com a colheita do ano para cumprir seus compromissos com a exportação e consumo interno.
Neste cenário, precisaremos de safras médias de 45/46 milhões de sacas e, portanto, é um exercício inútil ficar especulando se a próxima safra brasileira será 2 ou 3 milhões maior ou menor do que o indicado pelos números oficiais. Os preços praticados atualmente não estimulam o aumento da produção, principalmente com as sedutoras alternativas que estão se abrindo nas demais commodities agrícolas. A demanda global por alimentos deverá crescer em média 2,5% nos próximos anos e o quadro criado pelo preço do petróleo (chegou a ultrapassar os 100 dólares esta semana) e aceleração do aquecimento global estimulará o crescimento do mercado da borracha, madeira e biocombustíveis.
Na opinião do Escritório Carvalhaes, como o consumo de café vem crescendo e se sofisticando em todo o mundo, a demanda continuará forte e as cotações deverão subir naturalmente neste ano, apesar da safra cheia no Brasil, procurando um novo patamar de preços - como já aconteceu com as demais commodities agrícolas - mais condizente com o atual quadro da economia mundial.
As informações são do Boletim Carvalhaes.
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Boa notícia Eduardo.
Parabéns aos Carvalhaes!