Os chamados cafés diferenciados (arábica e conillon especiais) já detém uma participação de 18% nas exportações do produto em termos de volume e 22% em relação a receita. As informações são do Balanço das Exportações divulgado hoje pelo CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
O resultado das exportações de café nos dois primeiros meses do ano safra 2012/2013 (julho e agosto) é 28,6% inferior ao apurado no mesmo período da safra anterior, chegando a US$ 951,180 milhões. O mesmo não acontece com o volume, que registrou uma queda de 6,8% na mesma base comparativa, ficando em 4.644.824 sacas.
O mês de agosto, segundo do ano safra 2012/2013, apresentou uma queda de 13,6% no volume de café exportado em relação ao contabilizado no mesmo mês do ano anterior, fechando em 2.522.535 sacas. Já a receita registrou uma redução de 35,3% se comparada à de agosto de 2011, chegando a US$ 512,689 milhões.
De acordo com diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga "o ano safra 2012/2013 deve apresentar resultados muito semelhantes aos da safra anterior, apesar de o ano civil 2012 possivelmente fechar de 10% a 15% abaixo da expectativa inicial, que era de 33 milhões de sacas exportadas. Devemos ter algo em torno de 28 a 29 milhões de sacas. Isso se deve em parte às chuvas, que atrasaram a chegada do produto ao mercado neste segundo semestre, e por termos tido um primeiro semestre que fez parte de um ano safra de baixa, no qual o café foi comercializado num ritmo muito alto, sem que um estoque significativo fosse gerado. Isso porque os produtores tinham pela frente o início de um ano de alta."
O relatório também mostra que, até agosto de 2012, 83% do café exportado foi da variedade arábica, 11,9% de solúvel, 5% de robusta, e 0,2% de torrado & moído.
O Balanço das Exportações relata ainda que, ao longo dos oito meses de 2012, a Europa foi o principal mercado importador, responsável pela compra de 52% do total embarcado do produto brasileiro. A América do Norte adquiriu 21% do total de sacas exportadas, a Ásia, 18% e a América do Sul, 5%.
Em 2012 os EUA vêm liderando a lista de países importadores, com 3.290.884 sacas importadas de janeiro a agosto (19% do total exportado), seguida pela Alemanha, com 2.931.875 sacas (17% do total) e a Itália, com 1.580.766 sacas (9%). Em quarto lugar está o Japão, com 1.309.737 sacas (8% do total) e na quinta posição a Bélgica, com 1.103.761 sacas importadas (6% do total).
Nos oito meses de 2012, 75,4% do produto (13.032.826 sacas) foi exportado pelo porto de Santos. O porto de Vitória embarcou 10% do total (1.720.644 sacas) e o porto do Rio de Janeiro escoou outros 11,3% (1.959.545 sacas). Eles foram as principais vias de exportação do café no período.
As informações são da Assessoria de Imprensa do Cecafé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Cafés diferenciados já respondem por 18% das exportações em volume e 22% em receita
Os chamados cafés diferenciados (arábica e conillon especiais) já detém uma participação de 18% nas exportações do produto em termos de volume e 22% em relação a receita. As informações são do Balanço das Exportações divulgado hoje pelo CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
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