"Falta descobrir muito mais no mercado asiático. As exportações à Ásia são pequenas, mas isso permite ter uma boa expectativa de crescimento. Estamos muito envolvidos nos trabalhos de difusão", disse ele.
Segundo ele, representantes da JNC participam de eventos internacionais de promoção de café, como a feira que será realizada em outubro no Japão, onde essa organização buscará estabelecer relações para aumentar os envios a esse país.
Ele disse que o café peruano conta com permissões fitossanitárias necessárias para entrar na China e Japão, ainda que se requer melhorar a difusão do produto nesses mercados para aumentar a demanda. "Estamos fazendo muitos esforços para divulgar ao mundo a qualidade do nosso café, participando de eventos e convidando torrefadores e catadores para que comprovem as qualidades de nossa produção".
Ele disse que a busca de novos mercados é fundamental no contexto da crise internacional, situação que propiciou que, durante o primeiro semestre, ocorressem reduções nas exportações, tanto em volume, que caiu 30%, como em valor. Ele disse que os envios entre janeiro e junho desse ano foram de 1,05 milhão de sacas de 60 quilos de café por um valor de US$ 257 milhões, principalmente para Estados Unidos e Europa. No sexto mês do ano, as exportações somaram 257,6 mil sacas, menos que as 383,3 mil sacas enviadas em junho de 2011.
Outro fator que estimou o retrocesso no volume de envios foi a queda na produção, gerada pela variação das condições climáticas e pelo estresse natural das plantações. Enquanto que a diminuição do valor das exportações também foi influenciada pela redução nos preços, de 280 a 170 dólares por quintal (saca de 46 quilos), estimulada pelo aumento da oferta de café do Brasil e Cingapura nos mercados dos Estados Unidos e Europa.
Ramón disse que os resultados do primeiro semestre permitem estimar que o balanço anual fechará com uma diminuição de entre 30% e 35% nas exportações.
A reportagem é da agência Andina, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.












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