Cafeicultores da América Central são contra redução do desconto ao arábica brasileiro

Cafeicultores da América Central se mostraram contrários à intenção dos exportadores do Brasil de pedir redução no desconto aplicado ao café arábica do país negociado na Bolsa de Nova York. Um possível tratamento mais favorável ao Brasil foi alvo de questionamentos nesta quarta-feira, pois poderia significar aumento dos estoques certificados da bolsa e cotações mais baixas.

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Cafeicultores da América Central se mostraram contrários à intenção dos exportadores do Brasil de pedir redução no desconto aplicado ao café arábica do país negociado na Bolsa de Nova York (confira mais informações: Exportadores querem que bolsa de NY reduza desconto sobre café brasileiro). Um possível tratamento mais favorável ao Brasil foi alvo de questionamentos nesta quarta-feira (22/05), uma vez que, se o país obtiver um preço melhor, significaria aumento dos estoques certificados da bolsa e cotações mais baixas.

Nesta terça-feira, 21, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) afirmou que pretende pedir aos representantes da ICE redução do desconto de 9 centavos de dólar por libra-peso aplicado hoje para cumprimento de contratos futuros de arábica. O desconto é realizado desde 2010, quando a entrega do produto naquela bolsa foi autorizada.

Mas, de acordo com a ICE, nenhum grão brasileiro foi ofertado para os contratos de março e de maio. Segundo o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga, isso é reflexo dos baixos preços e do desconto. A entidade prepara um relatório sobre o tema para ser apresentado à ICE nos próximos 60 a 90 dias.

As informações são de Dow Jones e Agência Estado, adaptadas pelo CaféPoint.

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Joseph Crescenzi
JOSEPH CRESCENZI

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 24/05/2013

A melhor possibilidade de equilíbrio nos estoques na ICE seria que Torrefação Brasileiro seja permitido adquirir café certificado para venda ao mercado interno. Com certeza, Brasil seria capaz de consumir 3-4 Mi de sacos/ano. O resultado seria uma nova demanda para certificados e um mercado mais forte.