Cafeicultores capixabas questionam sistema de importação drawback

O diretor do Departamento de Café do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edilson Martins de Alcântara, esteve reunido com produtores de café nesta quarta-feira (08) para prestar esclarecimentos e levar para Brasília as dificuldades dos cafeicultores capixabas. O principal assunto abordado foi sobre o sistema de importação <i>drawback</i>, adotado no Brasil, além de questões sobre logística, transporte, armazenamento, crédito e licenciamento ambiental.

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O diretor do Departamento de Café do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edilson Martins de Alcântara, esteve reunido com produtores de café nesta quarta-feira (08) para prestar esclarecimentos e levar para Brasília as dificuldades dos cafeicultores capixabas. O principal assunto abordado foi sobre o sistema de importação drawback, adotado no Brasil, além de questões sobre logística, transporte, armazenamento, crédito e licenciamento ambiental.

O drawback é a prática da importação do café "cru" para posterior reexportação, com o produto já industrializado e com maior valor agregado. O objetivo é diminuir custos na industrialização do produto no exterior, onde há mão de obra mais barata. Em 2011, três milhões de sacas de café do Espírito Santo foram exportadas por meio dessa prática.

A reclamação dos produtores capixabas é que deste modo o mercado brasileiro não se desenvolve, tornando menos competitivo em relação a outros países produtores. "Desde que foi implantado esse sistema tem gerado discussões. Depois dele, o jovem já não fica no campo porque não tem uma expectativa concreta de melhoria na renda. Ele prefere ir para a cidade onde o desenvolvimento é mais concreto", afirma Giovani Sossai, produtor de Jaguaré.

O diretor do Mapa, Edilson Martins, compreende o problema, mas diz que há muita especulação. "O produtor tem que se manter atento, o mercado do café é o mais especulativo do agronegócio. Qualquer boato de superprodução assusta os investidores e provoca queda no preço", explica.

Além do diretor do Ministério da Agricultura, outras autoridades estiveram presentes no local como o Superintendente do Ministério de Agricultura no Espírito Santo, José Arnaldo de Alencar, o presidente da comissão nacional do café (CNA) e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, Júlio Rocha. Cerca de 15 cafeicultores de várias cidades também estiveram na reunião.

As informações são do Jornal ES Hoje, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 24/02/2012

Caros companheiros capixabas,

Dia 08 de março vamos estar tratando deste assunto junto a Camara Setorial de Café do Estado de São Paulo. Desde já posso adiantá-los de que nossa posição será totalmente contraria a esta proposta.

Falar em drawback neste momento é no minimo um desrespeito para conosco, jamis poderemos aceitar esta proposta.

Caso tenham alguem aqui em São Paulo que queira participar da reunião sintam-se desde já convidados.

Dia 08 de março as 9:30Hs la no centro de Café Dr. Alcides Carvalho no IAC em Campinas.
Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/02/2012

Fala-se tanto em qualidade, pergunto aos senhores do que adiantou o produtor fazer grandes investimentos como terreiros de cimento, secadores e despolpadores, estufas, tecnonogia de produção, e mais o Incaper junto com o seu pessoal trabalharem por mais de vinte anos em pesquisa para melhorar não só a produção como também a qualidade, e agora estão querendo fazer isto? Importar café de péssima qualidade, só para beneficiar um setor que todos nós sabemos que ja é bastante privilegiado. Pergunto aos senhores será que é justo?
Reinaldo Foresti Junior
REINALDO FORESTI JUNIOR

CAMPANHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/02/2012

Com referência ao assunto em pauta tenho a seguinte sugestão que penso agradar e tornar viável o aproveitamento do nosso café conillon e de outros países para os blends necessários. Uma grande cooperativa brasileira da área de café constituía uma joint venture com uma empresa, por exemplo, de Portugal que produziria o café solúvel lá no exterior, importaria cafés dos outros produtores mundiais e junto com o nosso café conillon montava uma torrefação e distribuía para Europa e demais países cujo consumidor tem a preferência do mesmo. É lógico que é uma ideia que junto com outras poderá ser a luz no final do túneo.
Aylton Piona Coutinho Junior
AYLTON PIONA COUTINHO JUNIOR

JOÃO NEIVA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/02/2012

Peço licença ao Sr.Carlos Alberto de Carvalho Costa, colega produtor de café robusta para fazer de suas palavras, minhas palavras...e acrescentar que este sistema de DRAWBACK; será um crime, um verdadeiro genocídio da cafeicultura de robusta do ES.

Só restará aos cafeicultores, efetuar o desligamento de seus colaboradores/funcionários e abandonar a cafeicultura para adotar a monocultura do eucalipto...

Espero não ter que presenciar tal fato...ainda acredito na racionalidade do ser humano.

Sds,

Aylton Piona C.junior

Cafeicultor, João Neiva-ES
Carlos Alberto de Carvalho Costa
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/02/2012

Eu também, Carlos Alberto de Carvalho Costa, estive presente nessa reunião e senti que o Sr. Edilson Martins de Alcântara é a favor do famigerado drawback. Em primeiro lugar, desejo falar que no Brasil respeitamos todas as leis ambientais vigentes em nosso país e não temos trabalho escravo na cafeicultura, produzimos um café robusta de alta qualidade e que em contrapartida os países de onde eles querem importar trabalham exatamente ao contrário disso, além de produzirem um café de péssima qualidade, vide a primeira importação desse tipo que foi feita em anos anteriores, denominada operação Patrícia, a qual até hoje tem gerado problemas diversos. Acho eu que o parque industrial cafeeiro no Brasil tem sim é que se modernizar, pois indústrias como a Nestlê e outras compram o nosso café e de diversos outros países e o levam para além-mares para serem industrializados com alta tecnologia e depois exportam esse café já processado para nós e nunca reclamam de prejuízo nenhum. Na minha humilde opinião, se entrar um único grão de conilon "cru"  em nosso estado, em um curto espaço de tempo teremos que fechar nossas porteiras e  despejarmos nossos trabalhadores, meeiros e colonos.

Atenciosamente Carlos Alberto de Carvalho Costa/produtor de conilon em Muqui-ES