O início da colheita da safra 2013 de café está incentivando a comercialização do volume remanescente do período produtivo anterior. Mesmo com a maior disponibilização do grão para o mercado, o ritmo de vendas ainda está inferior ao registrado nas safras passadas. Em Minas Gerais, cerca de 80% da safra 2012, calculada em 28,3 milhões de sacas, já foram comercializadas.
Para o analista da Safras & Mercado Diogo Metzdorff, a ampliação das negociações em abril se deve à aproximação da colheita da safra atual e a pequena elevação registrada nos preços do café em abril.
"Com o início da colheita da safra de café, a oferta ficará maior, o que poderá promover novas retrações nos preços. Diante do cenário, os produtores que ainda possuem volumes remanescentes aproveitaram a elevação nos valores do grão ao longo de abril para escoar um maior volume da safra 2012", disse.
De acordo com o levantamento do Instituto de Pesquisas Agroeconômicas Safras & Mercado, no encerramento de abril, o volume comercializado de café em Minas Gerais totalizava 22,6 milhões de sacas, o que corresponde a 80% da safra 2012, que foi estimada em 28,3 milhões de sacas de 60 quilos.
O volume comercializado em abril teve avanço de 8 pontos percentuais frente a março. Mesmo com o incremento no ritmo, a negociação da safra mineira 2012 segue mais lenta quando comparada com anos anteriores. Em igual período de 2012, as negociações englobavam 90% do volume produzido e na média dos últimos cinco anos 92%.
"A redução dos preços do café, aliada ao maior volume de recursos para estocagem, fez com que os cafeicultores segurassem a produção por um período maior à espera de preços mais altos", disse Metzdorff.
No Sul e Oeste de Minas Gerais, de uma safra calculada em 15,3 milhões de sacas de 60 quilos, as negociações até abril comprometiam cerca de 76% do volume total, o que representa a comercialização de 11,7 milhões de sacas. Em igual período do ano anterior o comprometimento representava 88% e na média dos últimos cinco anos de 90%. O avanço em relação a março foi de sete pontos percentuais.
No Cerrado, a comercialização até abril já comprometeu cerca de 4,9 milhões de sacas de café, volume que representa 82% da produção total, que foi estimada pela consultoria Safras & Mercado em 6 milhões de sacas. Em relação a março, o avanço no ritmo foi de sete pontos percentuais. Assim como nas demais regiões, o ritmo é inferior a 2012, quando a comercialização atingia 93% da safra, percentual registrado também na média das últimas cinco safras.
A negociação na Zona da Mata chegou a 86% da safra estimada em 7 milhões de sacas. Ao todo já foram negociadas 6 milhões de sacas. A comercialização segue mais lenta, uma vez que a média de vendas das cinco safras anteriores para o período era de 94% e da safra passada de 92%. Entre março e abril foi registrado avanço de 7 pontos percentuais.
Comercialização no país fecha abril em 83%
A comercialização da safra de café do Brasil 2012/13 (julho/junho) chegou a 83% até o dia 30 de abril. O dado faz parte de levantamento de Safras & Mercado. Os trabalhos seguem bem atrasados em relação ao ano passado, quando, em igual período, 92% da safra 2011/12 estava comercializada. Também há atraso em relação à média dos últimos 5 anos, que aponta que 93% da produção normalmente já está negociada no período.
Em relação ao mês de março, houve avanço de 7 pontos percentuais na comercialização. Segundo o analista Gil Barabach, o produtor aproveitou um pouco as recentes puxadas das cotações, o que deu mais ritmo aos negócios. "A chegada da safra nova também agilizou as vendas da safra passada. Assim, o mercado andou mais animado, mas ainda muito distante de épocas anteriores", comenta.
Com isso, já foram comercializadas 45,45 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de Safras & Mercado, de uma safra 2012/13 de café brasileira de 54,9 milhões de sacas.
A venda de café arábica alcança 80% da produção, contra 73% no mês anterior e 90% em abril de 2012. A média de 5 cinco anos gira em torno de 92%, ficando? nítido o retardo no ritmo da comercialização. E isso também acontece no conillon, a despeito dos preços mais favoráveis ao longo da temporada. Até o fim de abril, o produtor de conillon vendeu 90% do total da safra. Em igual época do ano passado, o fluxo de vendas girava em torno de 97%.
A matéria é do Diário do Comércio, resumida e adaptada pelo CaféPoint.
Cafeicultor negocia safra antiga
Vendas se aceleram no mês de maio. Até abril, venda de café arábica alcançou 80% da produção, contra 73% no mês anterior e 90% em abril de 2012. A média de 5 cinco anos gira em torno de 92%, ficando? nítido o retardo no ritmo da comercialização. E isso também acontece no conillon, a despeito dos preços mais favoráveis ao longo da temporada.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!

CELSO VIEIRA JUNIOR
MINAS GERAIS
EM 25/05/2013
Estes números !!!!
E se a safra foi de 51 milhões de sacas ? Se a comercialização foi de 45 milhões de sacas, isto representa 90%, não é ? Então restam cerca de 6 milhões de sacas, ou 2 meses de exportação mais o consumo.
Seria retardo na comercialização ou fim do café da safra passado ???
Esses números !!!!!
E se a safra foi de 51 milhões de sacas ? Se a comercialização foi de 45 milhões de sacas, isto representa 90%, não é ? Então restam cerca de 6 milhões de sacas, ou 2 meses de exportação mais o consumo.
Seria retardo na comercialização ou fim do café da safra passado ???
Esses números !!!!!