Cafeicultor investe em armazenagem para reduzir custo

A recuperação do preço do café verificada em 2010 e 2011 e a projeção de safras maiores nos próximos anos levaram os cafeicultores de Minas Gerais a investir pesado na gestão da produção, principalmente na modernização e ampliação dos sistemas de armazenagem e estocagem.

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A recuperação do preço do café verificada em 2010 e 2011 e a projeção de safras maiores nos próximos anos levaram os cafeicultores de Minas Gerais a investir pesado na gestão da produção, principalmente na modernização e ampliação dos sistemas de armazenagem e estocagem.

A substituição das sacas de 60 quilos pelas 'big bags' com capacidade para acondicionar até uma tonelada e a adoção do transporte do produto a granel das fazendas para os armazéns e silos são as alterações mais significativas deste processo.

"O objetivo é melhorar a operacionalidade e baixar custos", explica o presidente do Comitê Técnico de Cafeicultura da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, Breno Mesquita.

O recorde de safra anunciado este ano projeta colheita de 50,45 milhões de sacas de 60 quilos.

Maior cooperativa do mundo, com 12 mil associados, a Cooxupé investiu R$ 75 milhões na construção do Complexo Japy. A estrutura gigantesca tem capacidade para armazenar 90 mil toneladas de café em três armazéns e 20 silos.

"A granelização pula uma etapa cara, demorada e artesanal do processo, que era ensacar o café", afirma o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa. A economia é de R$ 5 por saca e pelo menos R$ 0,25 cada vez que o produto era carregado e descarregado.

No ano que vem, a cooperativa planeja construir mais dez silos em Monte Carmelo e outros dez em Guaxupé, aumentando em um milhão de sacas a capacidade de armazenamento da cooperativa.

Com sede em Varginha, a Minas Sul também apostou no futuro e investiu este ano R$ 40 milhões na construção de novos armazéns e no sistema de granelização. Confiantes na próxima safra, os 4,8 mil cooperados aprovaram para 2013 o investimento de mais R$ 30 milhões no complexo industrial que viabilizará o rebeneficiamento dos grãos no mesmo local.

A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado também aplicou R$ 5,5 milhões para armazenar melhor a produção.

As informações são de Hoje em Dia, adaptadas pelo CaféPoint.
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