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Café robusta avança no mercado e toma espaço do arábica

postado em 11/05/2012

3 comentários
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A queda das cotações internacionais do café arábica, que acumula baixa de quase 25% desde o início do ano, pode ser atribuída à expansão do consumo mundial de robusta (conilon), na avaliação do diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga. "Analistas que acompanham o comportamento da indústria de café no exterior estimam que o robusta hoje já corresponde a cerca de 46% do mercado", diz Braga. Há cerca de 10 anos, o robusta representava cerca de 30% do mercado global. "Essa substituição pelo robusta contribui para afrouxar o preço do arábica", acrescenta. Nesse movimento, o robusta acumula valorização de quase 10% desde o início do ano.

O arábica se valorizou nos últimos anos por causa do aperto na oferta. O robusta, mais barato, mas com limite de aplicação nos blends, tem sido utilizado como substituto pelas indústrias torrefadoras.

Do total da safra brasileira, cerca de 75% da produção é de café arábica. O restante 25% é café robusta, cultivado principalmente no Espírito Santo. Praticamente toda a produção brasileira de robusta é destinada às indústrias locais, com pouco espaço para exportação. Braga pondera que os problemas na Europa também influenciam a queda das cotações do café arábica. "Num cenário de incertezas, um dos primeiros setores atingidos é o de commodities", explica.

O Cecafé estima que o Brasil deve exportar este ano 32 milhões de sacas 60 kg, volume semelhante ao do ano passado. A receita cambial prevista no início do ciclo em US$ 8,7 bilhões em 2012 dificilmente será alcançada. "A não ser que ocorra uma recuperação boa (nas cotações) deveremos ter uma receita abaixo do ano passado", disse ele, que participa do 19º Seminário Internacional de Café de Santos, em Guarujá, no litoral paulista.

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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Comentários

Reinaldo Foresti Junior

Campanha - Minas Gerais - Produção de café
postado em 13/05/2012

O consumidor do café arábica, secularmente exigente, continuará a  demandar o produto independemente do preço cobrado e da situação da economia local e acredito para o mesmo no  panorama mundial. No resultado  final prevalece o gosto e o aroma conhecido e apreciado pelo consumidor. O fator renda entra como componente importante no rounde e os blends usados tendem a ser aprimorados com o arábica a medida que as classes elevam o poder aquisitivo e conhecem melhor os diferentes paladares. É um front disputado e os concorrentes certamente disputarão com as armas de marketing e na busca da qualidade dos produtos oferecidos e satisfação dos consumidores. Há lugar e mercado para todos e no caso do Brasil gozamos de um status especial, pois produzimos e consumimos o arábica e o robusta.

Robinson Grego

Vitória - Espírito Santo - Produção de café
postado em 13/05/2012

O Café Robusta vem melhorando a qualidade tanto pela melhoria genética de novos clones, quanto pelos cuidados dos produtores, que gostariam de ver, estes reflexos nos preços do mercado. O consumo do Robusta, como já foi dito, é consumido quase totalmente aqui no Brasil, e os compradores não têm premiado esta melhoria ao produtor. O que percebo, é que os compradores principalmente da Europa, têm vindo buscar o nosso Robusta principalmente devido aos preços atuais do arábica, mas descobriram a qualidade do nosso Robusta, e agora para ele permanecer aqui, os preços terão concorrência externa. Vários produtores já preparam o conilon/robusta despolpado, de clones especiais, padrão Nestle. Podem esperar que o Conilon vai ocupar espaço muito maior no mercado por sua qualidade, que será indiscutível.

Roberto Wagner Travençolo

Cacoal - Rondônia - Corretor de Café e Biólogo
postado em 15/05/2012

O Café Robusta ganha espaço no mercado nacional estimulando os estados produtores, principalmente o Espírito Santo e Bahia onde as políticas voltados para cafeicultura são fortes e incentivadoras. Andando na contramão, o Governo do estado de Rondônia faz de tudo para que a cultura do café Robusta (conilon) desapareça de vez. Não temos incentivo de ICMS, nem dentro do próprio estado, e agora a Secretaria da Fazendo do Estado está exigindo que o ICMS sobre o café destinado à INDUSTRIALIZAÇÃO seja calculado no valor de pauta (R$313,12) independente do valor de venda.

Temos compromissos de entrega de cafés futuros vendidos a R$215,00 onde o ICMS é de R$29,31 por saca e temos de pagar o ICMS, da pauta, com valor de R$37,57 realizando um prejuízo de R$8,26 por saca pois, as empresas compradoras não devolvem o ICMS a mais faturado. Mesmo com os preços atuais de R$240,00 por saca não podemos participar do mercado pois, continuamos realizando prejuízos. É vergonhoso ver uma cadeia produtiva que levantou o nosso estado se afundar pela ganância dos governantes, infelizmente!!

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