Café de Dois Córregos ganha exportação

Após receberem o certificado para o Fair Trade (comércio justo, do inglês), emitido pelo FLO-CERT, órgão independente de certificação internacional com sede na Alemanha, os integrantes da Associação dos Produtores de Café de Dois Córregos já vendem o grão para os Estados Unidos e pretendem alcançar mais mercados lá fora, como os países árabes.

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Após receberem o certificado para o Fair Trade (comércio justo, do inglês), emitido pelo FLO-CERT, órgão independente de certificação internacional com sede na Alemanha, os integrantes da Associação dos Produtores de Café de Dois Córregos já vendem o grão para os Estados Unidos e pretendem alcançar mais mercados lá fora, como os países árabes.

O Fair Trade é um certificado que diz que os 14 cafeicultores da Associação seguem uma série de critérios para a produção. "São pontos como o uso correto de agrotóxicos, cuidados ambientais como a proteção das nascentes de água e compromissos como o cumprimento dos direitos dos trabalhadores conforme determina a legislação", explica o presidente da Associação, Sandro Gregolin.

Com o Fair Trade na mão, as exportações começaram em agosto deste ano, para o mercado norte-americano. "Sabemos que já foram enviadas amostras do nosso café também para a Alemanha, Japão e Suíça", explica Gregolin. O produtor explica que a ideia é conquistar novos compradores externos nos próximos anos, incluindo os países árabes. "Temos todo o interesse, apenas não conseguimos contatos nessas nações ainda", diz.

De acordo com Gregolin, além de uma produção de grãos de melhor qualidade, a obtenção do certificado ajudou os empreendedores da região a receberem mais. "No ano passado, o preço da saca ficava em R$ 250", diz ele. "Agora, recebemos R$ 470". Hoje, os integrantes da associação produzem, em média, quatro mil sacas de café beneficiado por ano.

O gerente do escritório regional do Sebrae SP em Bauru e Botucatu, Milton Debiasi, explica que a animação do cafeicultor faz sentido. "No geral, os ganhos financeiros dos produtores são hoje 30% maiores", diz. E isso porque, além de aprender a plantar com mais eficiência, os empreendedores do café de Dois Córregos agora se preocupam mais com a administração de suas lavouras. "Eles receberam capacitação em custos, finanças e gestão", afirma.

Segundo Debiasi, além de Dois Córregos, produtores de Pratânia, no interior paulista, a 240 quilômetros da capital, também conseguiram o Fair Trade. "Mais adiante, os cafeicultores das duas cidades podiam se unir para exportar juntos, ganhando escala", recomenda, confiante nos bons negócios do café naquelas bandas.

A reportagem é da ANBA, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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