Café: cotações têm leve valorização; negócios seguem lentos no mercado interno

As cotações do café arábica começaram a semana registrando pequenas valorizações nesta segunda-feira (27). Na bolsa de Nova York o vencimento julho/11 teve valorização de 115 pontos, fechando a 250,15 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 503,40, com valorização de R$ 1,43 segundo o indicador Cepea/Esalq. Negócios seguem lentos no mercado interno com produtores a espera de novas altas.

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As cotações do café arábica começaram a semana registrando pequenas valorizações nesta segunda-feira (27).

Na bolsa de Nova York o vencimento julho/11 teve valorização de 115 pontos, fechando a 250,15 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para setembro/11 terminaram o pregão a 251,05 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 55 pontos.

Com ocorrência de geada em algumas regiões produtoras de café no Brasil, e consequente risco de prejuízos na produção, a oferta pode ser comprometida.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou o mercado internacional e fechou em alta. O vencimento julho/11 fechou cotado a US$ 324,65 com valorização de US$ 1,75. O contrato setembro/11, o de maior liquidez, fechou a US$ 324,70, com alta também de US$ 1,75.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

Segundo Infomoney, O dólar (Ptax) fechou em queda de 0,12%, terminando a segunda-feira (27) cotado a R$ 1,596 na venda, refletindo a diminuição da percepção de risco em relação a crise grega, indicadores norte-americanos e a divulgação do relatório Focus pelo Banco Central. Ademais, a autoridade monetária brasileira continuou a comprar dólares no mercado à vista através de leilões.

Mercado interno

No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 503,40, com valorização de R$ 1,43 segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês o indicador acumula queda de R$ 17,34/saca.

O leitor do CaféPoint Luis Fernando Tostes, produtor de conilon no extremo Sul da Bahia, comentou que ainda faltam ser colhidos 10% das lavouras na região. Em relação a qualidade dos grãos, Luis avalia que está sendo satisfatória. "Ocorre que, muitos produtores possuem uma estrutura de beneficiamento insuficiente para atender as suas necessidades, daí ficam obrigados a secar o café em menor espaço de tempo, comprometendo assim, a qualidade do grãos."
"A maior dificuldade enfrentada nesta safra, foi mão de obra, a silvicultura e o setor sucroalcoleiro, absorveram boa parte da mão de obra que tínhamos disponível para colheita do café", afirma ele.

Como está o mercado na sua região? Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica

Figura 3


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui
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Material escrito por:

Natália Sampaio Fernandes

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