BM&FBOVESPA: 12º Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2013 e 2014 discute o café

O Painel "Perspectivas do mercado de café", que integrou a programação do 12º Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2013 e 2014, realizado pela BM&FBOVESPA nesta terça-feira (28/05), debateu o setor cafeeiro como um todo, com destaque para os preços da saca e o crescente aumento do consumo da bebida nos mercados interno e externos.

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O Painel “Perspectivas do mercado de café”, que integrou a programação do 12º Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2013 e 2014, realizado pela BM&FBOVESPA nesta terça-feira (28/05), debateu o setor cafeeiro como um todo, com destaque para os preços da saca e o crescente aumento do consumo da bebida nos mercados interno e externos.

Na abertura do Painel, o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, destacou a importância do debate por conta do difícil momento que a cafeicultura vem enfrentando. Disse ainda que o preço mínimo estipulado pelo governo não justifica os parâmetros utilizados para a atribuição do valor.

Coordenado pelo jornalista Andre Reche, o encontro seguiu com a palestra de João Carlos Hopp Jr., diretor comercial da Exportadora de Café Guaxupé. Para ele, o efeito do preço na safra brasileira é evidente, estimulando baixa produtividade na lavoura. “Bons preços geram maior produção”, afirmou. Outro ponto abordado foi a elevação dos custos de produção e de mão de obra, sendo estes um dos fatores que estão desfavorecendo o cafeicultor brasileiro. “Além disso, temos a questão da exportação. Estamos exportando menos, ou seja, estamos carregando a grande parte do estoque mundial de café. É preciso aumentar a participação brasileira no mercado externo”, apontou. Sobre as perspectivas do setor, João Carlos disse que apesar da crise, por conta do baixo preço da saca de café e dos altos custos de produção, o cenário deve melhorar na safra de 2015. “Deve haver uma recuperação mais forte dos preços”, declarou João Carlos.

A entrada agressiva do Vietnã no mercado mundial de café foi outro ponto forte do painel. A produção “exagerada” do país e a falta de informação dos dados reais do setor vietnamita colaboraram, na visão dos especialistas, para a queda dos valores praticados e influenciaram as exportações brasileiras.

Se por um lado as perspectivas apontam melhoras nos próximos dois anos, Robério Silva – da Organização Internacional do Café – afirmou que o setor deve seguir otimista, já que boas notícias vêm quando se fala em consumo. Na visão da OIC, o consumo da bebida tem crescido consideravelmente nos países emergentes e que a China e a África têm se mostrado potenciais consumidores de café. “Somos os maiores produtores de café do mundo e isso aumenta a nossa responsabilidade. Mesmo o mercado cafeeiro tendo essa excelente notícia sobre a elevação do consumo no exterior, os países produtores, como o Brasil, tem uma lição a aprender. Não podemos meramente de deixar de vender o café, por conta do preço mínimo da saca, é preciso ordená-lo”, explica.

Carlos Paulino comentou que as perspectivas confirmaram que a produção será boa, porém não tão grande. “Mostraram também que o preço está desproporcional, mas mais cedo ou mais tarde haverá reação na cafeicultura”, disse.

Além dos líderes do setor cafeeiro, o 12º Seminário reuniu especialistas do agronegócio que discutiram as tendências das cadeias produtivas de milho, aves, suínos, algodão, açúcar, etanol, pecuária de corte e soja. O evento aconteceu em São Paulo.

As informações são da Cooxupé.
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