Os produtores de café da Bahia vão elaborar um documento com o intuito de solicitar maior apoio a cultura no estado. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia -Assocafé, João Lopes Araújo, é preciso haver gestão no apoio da entrada da safra no mercado e para tanto vai solicitar intermediação do governo baiano.
"A Bahia tem uma legislação ambiental muito boa, porém entraves oriundos da burocracia do estado a impendem de ser plena. Há um projeto a ser implantado numa área de 500 mil hectares no Oeste que encontra pendências. A nova lei parou na regulamentação", diz.
Lopes ressaltou a realização do 13º Simpósio Nacional do Agronegócio Café - Agrocafé, entre 12 e 13 de março, quando o documento do segmento dos cafeicultores baianos será elaborado e submetido a entidades e governo. Ele ainda destacou a necessidade da certificação da rastreabilidade do produto para valorizar melhor a produção baiana. "O Estado de Minas Gerais está na frente. Esse quesito se mostra como grande desafio para a Bahia e para isso devemos contar com apoio técnico especializado da EBDA. Vamos reforçar nosso pleito junto a Secretaria de Agricultura da Bahia", frisa. O peso do café frente à economia baiana pode ser sentido em números. Estima-se que o faturamento do Estado na produção primária com o produto seja de US$ 875 milhões. Cerca de 40% do que a Bahia produz atende o mercado interno e 60% é escoado para outros estados e o exterior. Outra reclamação do presidente diz respeito ao acesso aos financiamentos.
"É preciso democratizar os recursos. O pequeno agricultor consegue recursos do FAT, o grande ou se auto financia ou obtém do mercado recursos necessários, mas o intermediário sofre penalizações, por isso é preciso maior atenção aos recursos do Funcafé", declara. Ele também cita algo inusitado: a tecnologia, que pode ser uma ferramenta eficaz na elevação da rentabilidade agrícola, não está atendendo todos os agricultores. "Queremos maior participação da EBDA nesse quesito. Um dos grandes desafios é levar as informações aos pequenos agricultores", declara. Ele faz um relato sobre uma situação bem oportuna: as dificuldades do agricultor que produz café orgânico. "Primeiramente é preciso ficar quase três anos num período que chamamos de quarentena. Sem defensivos agrícolas ele terá drástica redução em sua produção.
Leite faz menção a 11ª Edição do Concurso estadual de café, promovido pela Assocafé, em Vitória da Conquista, para escolha do melhor café da Bahia. "Em novembro do ano passado, num concurso envolvendo a participação de produtores de todo o país, a Bahia ficou nas 2ª, 10ª, 12ª e 16ª posições, sendo todos oriundos de Piatã, na Chapada. Existem 11 municípios com cafés premiados e isso agrega valor a produção local", cita.
Silvio Leite comenta sobre a logística. Segundo ele portos de outros estados brasileiros se beneficiam com a exportação do café baiano. "Há questões que devem ser ainda analisadas na ponta do lápis. Santos é considerado o porto mais caro do país em custos operacionais. Já o do Rio de Janeiro o mais barato. O da Bahia e do Espírito Santos são intermediários, contudo nossa realidade na Bahia envolve a falta de certas rotas. Atualmente rotas temporárias para a Ásia estão sendo trabalhadas e se mostram alternativas eficazes no escoamento da produção minimizando custos", pontua.
As informações são da Tribuna da Bahia , adaptadas pela Equipe CaféPoint.
BA: produtores de café reclamam da burocracia que trava os negócios
Os produtores de café da Bahia vão elaborar um documento com o intuito de solicitar maior apoio a cultura no estado. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia -Assocafé, João Lopes Araújo, é preciso haver gestão no apoio da entrada da safra no mercado e para tanto vai solicitar intermediação do governo baiano.
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