Até onde vai o preço da saca de café em 2011?

Em 2010, ano de bienalidade positiva da produção de café no Brasil, a expectativa era de que na época de safra os preços caíssem como de costume, porém em função da redução de oferta de café no mundo e problemas de produção nos principais países produtores, todos tiveram uma surpresa quando o mercado reagiu e começou a subir. Como acredita que será o comportamento dos preços do café em 2011?

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O gráfico abaixo demonstra a evolução do preços da saca de café no mercado interno (Indicador Cepea/Esalq) nos últimos anos, com destaque para a alta de 2010 e início de 2011.

Em 2010, ano de bienalidade positiva da produção de café no Brasil, a expectativa era de que na época de safra os preços caíssem como de costume, porém em função da redução de oferta de café no mundo e problemas de produção nos principais países produtores, todos tiveram uma surpresa quando o mercado reagiu e começou a subir.

Passado o primeiro mês de 2011, pode-se notar que o mercado tomou mais força ainda e o indicador cepea/esalq para o arábica atingiu o teto máximo de toda história do indicador, sendo cotado a R$ 466,36/saca na quarta-feira (02).

Até o momento o cenário do mercado é de demanda aquecida e oferta restrita em todo mundo.

Gráfico 1. Indicador diário à vista (Cepea/Esalq) - arábica - posto São Paulo

Figura 1

O leitor do CaféPoint, Diogo Dias Teixeira de Macedo, proprietário da Fazenda Recreio em São Sebatião da Grama/SP, enviou um comentário dizendo que "o mercado precisa se manter neste patamares ... e tudo indica que vai acontecer ... para o produtor começar a recuperar os últimos 14 anos de preços baixos ... Engraçado que o café sobe e já começam a falar que o produtor está rico ... que café vale ouro e não contam os prejuíjos acumulados durante tantos anos.
Até quando vai essa maré?
".

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Material escrito por:

Natália Sampaio Fernandes

Natália Sampaio Fernandes

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gilberto alves da silva
GILBERTO ALVES DA SILVA

TRÊS PONTAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 08/02/2011

DEpois de tantos anos acumulando prejuízo, trabalhando bem acima do custo da saca de café mais do justo esta disparada de preço , pena que nem todos produtores tem café em estoque uma vez que os mesmos foram para quitarem dívidas adiquiridas no preço da saca muito no prejuízo, a preocupação é que devido esse aumento da saca vários produtores ao invés de renovarem lavouras estão plantando novas lavouras quando estas entrarem em produção daqui a 3 , 4 anos os preços retrairem bruscamente.
mario dornelles de alvarenga
MARIO DORNELLES DE ALVARENGA

PERDÕES - MINAS GERAIS

EM 08/02/2011

Depois 12 anos e alguns milhões de prejuizo ,acho que o fundo do poço foi rompido,teremos sim,uns tres anos bons;porem não se deve sonhar por muito tempo.É hora de pagar dividas,fazer resrvas e correr dos bancos,pois sabemos que quando os preços começarem a cair ,estaremos sós novamente.
Guilherme de Menezes Machado
GUILHERME DE MENEZES MACHADO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - TRADER

EM 08/02/2011

Acredito que o melhor seja vender parcelado, de modo que se venda só o necessário para cobrir a necessidade de caixa e garantir uma margem de lucro predeterminada pelo próprio produtor. Mas de todo jeito, a história ensina que o melhor momento de vendas está no primeiro trimestre de cada ano. Frio na Europa, expectativa ainda incerta da colheita no Brasil pelos especuladores...
Gente, apesar da relação demanda oferta ser favorável ao produtor, este ano está atípico por causa de alguma quebra de safra que houve por aí, já era para os preços terem caído um pouco passado janeiro. Não dá para contar com a sustentação destas altas de início de ano em todos os anos por causa das colheitas da Colômbia e América Central. No longo prazo, sim, teremos altas, mas estamos sujeitos às oscilações de aquecimento e desaquecimento da oferta e procura.
josé sebastião machado silveira
JOSÉ SEBASTIÃO MACHADO SILVEIRA

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 07/02/2011

O que aconteceria com o preço do café se ocorresse uma geada neste ano? Esta é uma possibilidade que temos que pensar ao planejarmos a venda do nosso café no ano de 2011.
sergio roberto reis
SERGIO ROBERTO REIS

COROMANDEL - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 07/02/2011

Olha ,indiferente com a politica cafeeira que com certeza e uma das piores já implementadas.Creio que teremos um horizonte de bons preços nos proximos 2 anos devido aos baixos estoques, Ou seja caro produtor de cafe aproveite para colocar a casa em ordem e fazer caixa para os anos ruins.Pois um mercado que e regido por especuladores nos somos o elo mais fraco da cadeia produtiva e o mais sucetivel as variações de mercado
Guilherme de Menezes Machado
GUILHERME DE MENEZES MACHADO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - TRADER

EM 07/02/2011

Bom, eu não sei até onde os preços chegarão e onde se estabilizará, mas é certo que serão, no mínimo, mais 3 anos de alta. Hora de comprar maquinário para o pós colheita, construir armazéns e pressionar a ABIC e o governo para um novo modelo de "convênio do café", porque ao contrário do que aconteceu no século passado, como mostrou muito bem o Delfim Netto (1954), os concorrentes não vão dar conta de suprir o mercado externo e nem aumentar muito a oferta, simplesmente porque as mudanças climáticas estão se mostrando cada vez mais drásticas para o café de áreas próximas à linha equatorial e mesmo no México, com geadas e nevascas como no início do ano passado. Agora é hora de pensar em substituir suprimentos de café verde para o estrangeiro gradualmente à medida que possamos fornecer café torrado e moído de qualidade e mais barato nos mercados externos através do controle de estoques, isto é, vendendo o máximo possível de grãos in natura ao exterior sem que haja formação de estoque nas mãos dos importadores. Lembrando que quem tem o estoque, tem o poder de barganha.
Pode ser um pensamento superficial, mas creio que um "convênio do café" pode ser benéfico internamente também, mesmo porque hoje em dia a cana, a soja e o eucalipto mostram rentabilidade boa, de maneira que dificilmente ocorrerá uma expansão da área plantada de café em detrimento destes outros produtos a ponto de gerar superprodução como aconteceu no início do século XX com as medidas de valorização do preço do café dos primeiros governos republicanos.