Assocafé/BA: presidente da Associação diz que Brasil colhe 53 milhões de sacas em 2012

Em entrevista durante a Fenicafé 2012, João Lopes Araújo, disse que havia o potencial do Brasil colher 55 milhões de sacas, mas o veranico do começo do ano prejudicou a safra. João Lopes disse não concordar com os números do governo, que deveriam ser mais transparentes, e que deveriam bater com os números do consumo no Brasil e da exportação, o que não acontece.

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A safra brasileira de café em 2012 deverá atingir 53 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa, que está acima do número da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), que apontou a produção em 48,9 a 52,3 milhões de sacas, vem do presidente da Assocafé (Associação dos Produtores de Café da Bahia), que também é cafeicultor de Brejões na Bahia e diretor regional da AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), João Lopes Araújo.

Em entrevista durante a Fenicafé 2012, que ocorre de 28 a 30 de março em Araguari, no cerrado mineiro, João Lopes disse que havia o potencial do Brasil colher 55 milhões de sacas, mas o veranico do começo do ano prejudicou a safra.

João Lopes disse não concordar com os números do governo, que deveriam ser mais transparentes, e que deveriam bater com os números do consumo no Brasil e da exportação, o que não acontece. "Não adianta não divulgar um número porque se acha que ele está muito alto e o preço vai cair, é preciso transparência", afirmou. O dirigente conclui que, como governo, o papel mais importante é a liberação dos recursos no momento adequado e em volume para garantir um melhor ordenamento da oferta em ano de grandes safras, o que dá sustentação para as cotações no mercado.

Estoques no Brasil

O estoque de café no Brasil abriu o ano de 2012 em apenas 15 milhões de sacas, contando o que estava com produtores e cooperativas e com exportadores. E, assim, não há fundamento para as quedas recentes nas cotações internacionais. A opinião é do presidente da Assocafé e diretor regional da AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), João Lopes Araújo.

Segundo João Lopes, no começo do ano, levantamento realizado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) com as cooperativas apontou que os estoques de produtores e cooperativas no começo do ano estava em torno de 9 milhões de sacas. Já o levantamento dos estoques dos exportadores mostrou volume de 6 milhões de sacas."Não tem razão para o mercado cair tanto. Os estoques dos produtores são limitados, e também o dos importadores", avalia João Lopes. Para uma recuperação do mercado, ele indica que o governo precisa liberar os recursos do Funcafé para 2012 (orçados em R$ 2,7 bilhões) no momento certo, da colheita da safra, para sustentar as cotações. Além disso, é importante agilidade na liberação dos financiamentos para a estocagem.

João Lopes ressalta a importância também do governo ajudar a produção num programa junto aos bancos privados para a liberação de financiamentos para a estocagem. A produção se movimenta para tentar, juntamente com o governo, e Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), obter com financiamentos privados o suficiente para ordenar de 12 a 15 milhões de sacas. "O governo pode ajudar pressionando os bancos para aumentar o crédito e auxiliar com financiamentos à produção", coloca João Lopes.

A matéria é de Lessandro Carvalho da Agência Safras, editada pela Equipe CaféPoint.
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Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/04/2012

Não sei qual é a metodogia usada para saber a quantidade que vamos colher nesta safra que esta em curso, mais pelos números que se têm comentados,esta safra está sendo com certeza a safra mais especulativa de todos os tempos, nunca antes na história da cafeicultura brasileira uma safra foi tão especulativa com relação aos números como esta. Pergunto aos senhores será a quem realmente,isto que está acontecendo, interesa?Com certeza,não é o produtor. Na minha lavoura que é irrigada a quebra será de 25%. Pergunto e nas demais será de quanto?    
João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/04/2012

Quando se vai perdendo a credibilidade nos números, palpiteiros nacionais e internacionais entram em cena. Esses números que são jogados a todo momento no mercado só servem para fragilizar ainda mais os preços do café. Por ser um setor muito especulado, o pagador dessa conta será sempre o produtor. Precisamos que os setores público e privado brasileiro comecem a falar a mesma língua, da maneira como está, todos saímos perdendo. É tudo que os especuladores querem. Sorte a todos!
João Paulo
JOÃO PAULO

PIATÃ - BAHIA

EM 01/04/2012

Discordo plenamente com vossa posição. Sei a metodologia da CONAB e tambem não passa de um dado para tomar como base, mas não é confiavel pelo que tenho visto.
José Ferreira Pinto
JOSÉ FERREIRA PINTO

RIO DE JANEIRO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 30/03/2012

Concordo, plenamente, com tudo que o Carlos Eduardo disse. Já trabalhei em previsão de safra (IBC e EMBRAPA ) e conheço a metodologia utilizada. Fora disso a gente só pode " ACHAR ". Eu ACHO que vai dar 50,6 milhões de sacas. E, você aí, ACHA que vai dar quanto?
willian goulart
WILLIAN GOULART

MUZAMBINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 30/03/2012

Se  depender desse presidente da Assocafé o Brasil produz mesmo, ele produz café até no brejão.
Carlos Eduardo de Andrade
CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 30/03/2012

Admiro muito a coragem de determinadas pessoas que falam e fazem  previsão de safra de café do Brasil  e solta números com uma  naturalidade tão grande, que chega a assustar, como se previsão de safra fosse fácil de se fazer.

Para se fazer previsão de safra há necessidade de ter uma estrutura tal que possua  técnicos tanto de campo quanto de escritório em números suficientes, veículos, equipamentos dos mais diversos,  etc. e possuir uma metodologia apropriada, e com  modelo estatístico  adequado para corrigir os erros e dar confiabilidade aos números.

No Brasil estão espalhados milhares de propriedades rurais produtoras de café, distribuidos por vários estados e regiões produtoras, cada uma com sua especificidade.

Se até o órgão governamental (CONAB) que possue uma estrutura com centenas de técnicos e equipamentos adequados, têm dificuldade de se fazer  previsão de safra de café do Brasil, imagine uma única pessoa ou empresas pequenas sem estrutura nenhuma.

Ao meu ver a única previsão de safra de café do Brasil confiável, é a previsão feita pela  CONAB o resto  é chute ou  é párticipe de defender o interesse de um determinado setor ou intenção política das mais variadas possíveis.