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Aproveitamento de reserva legal garante maior rentabilidade ao cafezal
Gandolfi garante que sua palestra irá chamar a atenção do público para a oportunidade que as reservas legais representam para as propriedades e os negócios.
Prevista pelo Código Florestal, reserva legal é definida como uma área de conservação que toda propriedade deve possuir, mas cujo percentual de extensão varia conforme a região do Brasil. "Na maior parte do país, ela corresponde a 20% da área da propriedade e deve ser mantida com floresta nativa, para fins de conservação, ou seja, preservação e uso através de manejo florestal sustentável. Se essa área não mais existir, ela deve ser restaurada e, nesse processo de restauração, o uso econômico sustentável pode ser planejado", explica Gandolfi.
Segundo o ecólogo, os ganhos econômicos podem ser diretos ou indiretos. "No aproveitamento indireto, observa-se um aumento da produtividade dos cafezais - aproximadamente em 20% - distantes até 1 km de áreas de florestas nativas. A maior rentabilidade resulta do aumento da polinização da cultura feita por insetos provenientes das florestas vizinhas", explana.
Por outro lado, no aproveitamento direto, obtém-se o uso sustentável das áreas de florestas nativas para atividade de turismo rural, o que possibilita uma renda complementar ao agricultor. "Além disso, por meio do manejo sustentável das espécies florestais nativas, é possível fornecer diversos produtos comercializáveis, tais como, lenha, carvão, madeira, frutos, mel, sementes, resinas, pigmentos, óleos, fármacos, etc", sugere Gandolfi.
De acordo com o professor, os benefícios podem ir muito além da rentabilidade proporcionada pelo crescimento da produção. "Há vantagens pelo aumento de valor agregado proveniente da certificação ambiental (ágio), pelo aumento de renda resultante da comercialização de produtos florestais das reservas legais e pela possibilidade de exploração de atividades turísticas", garante.
Os ganhos não se limitam à renda, segundo o ecólogo. "O principal benefício dessas reservas é o aumento da sustentabilidade dos cultivos agrícolas, resultante do maior controle natural de pragas e doenças", declara.
A palestra sobre aproveitamento econômico de áreas de reserva é apenas uma das várias atividades do VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil. A apresentação de Gandolfi ocorre no dia 25 de agosto, às 10h30min.
Sobre o evento: O VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil será realizado no Tauá Grande Hotel Termas e Convention, em Araxá (MG). O evento é uma realização do Consórcio Pesquisa Café, com organização da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e co-organização da Embrapa Café. Saiba mais sobre o evento e faça sua inscrição, clicando aqui.
As informações são da Embrapa Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Carlos Eduardo de Andrade
Viçosa - Minas Gerais - Pesquisa/ensino
postado em 30/06/2011
Grande utopia...!
Fala-se em turismo rural como se fosse uma fonte de renda fácil.O turista que vai ao campo não quer abrir mão de conforto.O turista é exigente e para atendê-lo há necessidade de investimento altíssimo, tanto em estrutura, quanto em capacitação de mão-de-obra para satisfazê-lo.
Outro aspecto, para se determinar o que é realmente área de preservação permanente há de se fazer um laborioso estudo edafoclimatico de todas regiões e nunca feito no Brasil.