Nos últimos dez anos, o Brasil - o maior produtor mundial de café - tem assistido a um crescimento anual de cerca de 20% nas vendas de cafés. No caso dos cafés gourmet ou especiais, o aumento foi de 17% só em 2010. "A produção de café melhorou muito no Brasil e o paladar dos consumidores também", diz Edgard Bressani, presidente da Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB).
De acordo com o presidente da associação, os cafés especiais chegam a ser 40% mais caros que o café tradicional. Todos esses pontos favoráveis aumentam também o número de empreendedores que investem em cafeterias especializadas para atender a um público cada vez mais exigente.
"Atualmente, uma cafeteria que oferece cafés gourmet pode ser uma opção muito rentável para quem deseja ter o próprio negócio", afirma Cleia Junqueira, diretora da ACBB, "O investimento inicial gira em torno de R$ 250 mil, mas, para o empresário ter sucesso, precisa entender tudo sobre café, fazer um bom planejamento, contratar profissionais treinados e investir nos equipamentos e produtos adequados", pondera.
Um fator importante também é ter um alto volume de cafés vendidos. Para ter um bom faturamento, é preciso vender de 300 a 400 xícaras por dia. Para Cleia, o lucro na venda de café é alto. Uma xícara de espresso custa, geralmente, de R$ 0,38 a R$ 0,80 e é revendida por R$ 3,50 a R$ 4. "O valor unitário é baixo, portanto é um negócio que requer volume", explica a diretora.
"Para complementar as vendas e agradar ainda mais o cliente, o empreendedor deve ficar atento a outros tipos de produtos que podem casar com as cafeterias, como salgados, biscoitinhos e até almoços, dependendo da região do estabelecimento", completa Cleia.
Segundo ela, contratar funcionários bem treinados e com o perfil certo é essencial. Profissionais que tenham certificado de barista da ACBB, por exemplo, podem ser uma boa opção, pois a certificação significa que passaram por um rigoroso processo seletivo. Além disso, no site da associação é possível encontrar indicações de cursos e workshops.
"Outra dica importante é escolher os equipamentos e produtos adequados e supervisionar a qualidade do serviço. A ACBB pode oferecer toda a orientação necessária para os empreendedores interessados em abrir um café", afirma Bressani.
Sobre a ACBB - Fundada em 2005, a Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB) é uma entidade sem fins lucrativos que congrega pessoas físicas e jurídicas atuantes no mercado interno de cafés especiais. A entidade é dirigida pelo presidente Edgard Bressani; pela diretora de marketing Gelma Franco, do IL Barista Cafés Especiais; pela diretora comercial Cléia Junqueira; e pela diretora de normas técnicas Georgia Franco de Souza, da Lucca Cafés.
A ACBB é o braço nacional do World Coffee Events (WCE), sendo responsável pela organização do Campeonato Brasileiro de Barista e dos campeonatos de Latte Art, Coffee in Good Spirits e Cup Tasters no País. A Associação também certifica baristas e juízes.
As informações são da Assessoria da ACBB, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
ACBB aponta que cafeteria é um negócio lucrativo
Nos últimos dez anos, o Brasil - o maior produtor mundial de café - tem assistido a um crescimento anual de cerca de 20% nas vendas de cafés. No caso dos cafés gourmet ou especiais, o aumento foi de 17% só em 2010. "A produção de café melhorou muito no Brasil e o paladar dos consumidores também", diz Edgard Bressani, presidente da Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB). De acordo com o presidente da associação, os cafés especiais chegam a ser 40% mais caros que o café tradicional. Todos esses pontos favoráveis aumentam também o número de empreendedores que investem em cafeterias especializadas para atender a um público cada vez mais exigente.
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