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ABN Amro: excedente de café da safra 2011/12 deve diminuir
O banco reduziu sua estimativa para o excedente global de arábica em 2010/11 de 6,54 milhões de sacas para 5,64 milhões de sacas (-900 mil sacas) e do robusta de 5,18 milhões para 4,89 milhões de sacas (-290 mil sacas). "A perspectiva altista para os preços continua não apenas intacta, mas reforçada, se nossas estimativas estiverem corretas", disse a instituição.
A próxima safra mundial de arábica deverá recuar 5%, para 80,97 milhões de sacas, já que o Brasil, maior produtor mundial, terá uma produção menor por conta do ciclo bienal da cultura. Mas a demanda vai aumentar de 79,5 milhões, para 80,28 milhões de sacas, o que deixará o mercado desta variedade com um excedente de apenas 690 mil sacas.
Já a variedade robusta tem um cenário menos apertado, com excedente de 4,07 milhões de sacas, por conta de uma produção de 55,39 milhões e um consumo de 51,32 milhões de sacas em 2011/12. Esse excedente, contudo, pode ser menor. "As torrefadores que tradicionalmente usam arábica podem se voltar para a opção mais barata", disse o banco em seu relatório.
O ABN Amro estima a produção do Vietnã, maior produtor de robusta, em 21,5 milhões de sacas, ante 20 milhões na safra anterior. Mas a Indonésia deverá recuar 18% para 7,75 milhões de sacas.
Com uma oferta menor em 2011/12 e consumo em alta, os preços devem se recuperar na Bolsa de Nova York (ICE), diz o banco, que estima meta de preço em 318 cents por libra-peso, nível atingido pelo primeiro vencimento em maio de 1997.
A matéria é de Ana Conceição, para Agência Estado, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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