O leitor Olivier, de Paris, França, enviou carta ao CaféPoint comentando o artigo "Estimativa de safra no Brasil: um grande chute ou jogo de interesses?". Leia a seguir.
Carta de Olivier
Escrevo de Paris, França. Sou agrônomo com 7 anos de experiencia no Brasil, na Amazônia. Aqui na França nosso sistema de extensão é bem reforçado. Não é mais organizado pelo Ministério da Agricultura e sim pelas organizações profissionais (Chambres d'Agricultures).
Uma vez que a agricultura e as agro-indústrias pagam impostos, o governo retorna parte do dinheiro para a profissão. Além do mais, temos várias organizações. Por exemplo temos 1.000 escolas agrotécnicas para 600.000 estabelecimentos, ou seja 1 escola para 600 estabelecimentos, temos o controle laitier, as CUMA, as cooperativas agrícolas. Ou seja, nossa extensão agrícola, chamada aqui desenvolvimento agrícola, é bem organizada e é controlada pelo agricultores.
Uma peculiaridade interessante da França é o fato que nos temos um Ministério da Agricultura onde tem a formação, a pesquisa e o desenvolvimento. E todo esse povo trabalha junto. No Brasil existe o Ministério da Agricultura para os fazendeiros, o MDA para a agricultura familiar e o Ministério da Educação para o ensino agrotécnico e agronômico. Isso é a maior confusão e perda de informação, tempo e dinheiro.
O pesquisador em agronomia da França recebe as ordens diretamente do Ministro da Agricultura e no conselho cientifico do INRA (pesquisa agronômica pública) tem agricultores. Na nossa academia de agricultura o presidente é um agricultor.
Na França não há mais extensão agrícola pública porque aqui acreditamos que o agricultor, seja mais rico, seja mais pobre, conhece a profissão dele e sabe quais são as coisas importante para ele.
Acesse a carta na íntegra.
Rodrigo Cascalles, equipe CaféPoint
A extensão rural na França
Na França, o sistema de extensão é bem reforçado. Não é mais organizado pelo Ministério da Agricultura e sim pelas organizações profissionais (Chambres d´Agricultures). Uma vez que a agricultura e as agro-indústrias pagam impostos, o governo retorna parte do dinheiro para a profissão. Além do mais, temos várias organizações. Por exemplo temos 1.000 escolas agrotécnicas para 600.000 estabelecimentos, ou seja 1 escola para 600 estabelecimentos.
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