Eduardo Carvalhaes: diferencial entre cafés finos e inferiores precisa diminuir

Em entrevista ao CaféPoint, Eduardo Carvalhaes do Escritório Carvalhaes comenta sobre o bom ano que foi 2010 para o café, sobre o cenário atual da atividade cafeeira e expectativa para 2011, que segundo ele é bastante positiva para o produtor. Acesse e assista essa breve análise do setor cafeeiro.

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Em entrevista ao CaféPoint, Eduardo Carvalhaes do Escritório Carvalhaes comenta sobre o bom ano que foi 2010 para o café, sobre o cenário atual da atividade cafeeira e expectativa para 2011, que segundo ele é bastante positiva para o produtor. Assista essa breve análise do setor cafeeiro.



"2010 foi um bom ano para o café. Tivemos uma boa produção em 2010, exportações que bateram recorde histórico e o consumo interno está indo bem, também deve ter batido recorde."

"Os preços subiram, prncipalmente o café arábica de boa qualidade, cafés gourmets, sendo que os preços para os cafés medianos arábicos e conilon não foram tão brilhantes assim. Melhoraram um pouco mas não entusiasmam o cafeicultor."

"Em 2011 vamos ter naturalmente uma safra menor, então imagino que os preços vão continuar firme e até subindo."

"É necessario que os cafes médios e fracos melhorem de preço pois o diferencial está muito grande."

"Os países concorrentes estão com muita dificuldade em crescer produção e qualidade."

"Com dificuldade em encontrar cafés da Colômbia e América Central, compradores vieram procurar café lavado e cereja descacado do Brasil. Compraram por falta de opção, gostaram e voltaram a comprar."

"Os novos mercados que conquistamos, conquistamos para ficar pois estamos aliando qualidade com eficiência em embarque e entrega de café."

"Precisamos estimular e ajudar o cafeicultor que não consegue produzir café de qualidade que venha produzir, pois o futuro do café está no arábica de qualidade."

"Temos visto que o produtor está evitando fazer venda futura para entrega em setembro pois não se sabe bem o que vai acontecer com preço. Do lado comprador estão pisando em ovos pois não é claro o cenário para daqui 6 meses."

"O produtor que tem café da safra que está terminando deve vender até maio/junho e se preparar para colher e secar a safra nova com qualdiade."

"Vendas antecipadas vão começar aparecer mais a partir de fevereiro."

"Não acredito que o mercado vá piorar esse ano a ponto de prejudicar o cafeicultor brasileiro."

"Notamos mais uma otimização das áreas de produção do que investimentos em novas áreas."

"O que atrapalha os planos de investimento do cafeicultor é que muitos analistas dizem que são picos de preço, sendo que no momento os preços só são bons para o café arabica de qualidade."

"O grande desafio que o cafecilutor vem vencendo é melhorar qualidade, derrubar custos e aumentar produtividade por hectare. "
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antonio da costa neto
ANTONIO DA COSTA NETO

MANHUMIRIM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/09/2011

  


Concordo plenamente com o Eduardo porque o mercado consome as  diversas bebidas. Sabe-se que o nosso custo prevalece dentro da média da produção na safra.


A comercialização tanto de suave, duro, ou riado são também efetuadas para consumidores com gostos diferentes, alemães, uma bebida, árabes outra,etc.


Francisco, nem tanto ao mar nem tanto a terra.


Sou produtor de cereja descascado mas não consigo me livrar de bebidas inferiores.


Saudações.
Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 20/02/2011

Caro Saulo Siqueira,
Nao entendi seu posicionamento com relação a diferença do preço e muito menos a do Eduardo. No meu entender este diferencial tem que existir e quanto maior melhor a qualidade e quanto maior a qualidade maior a especificidade, sendo necessário para isso o reconhecimento da população e por parte do produtor a profissionalização pois, sem certificação, rastreabilidade e origem jamais iremos determinadar um produto com alta qualidade e para isso o custo é muito alto. Se não for assim, basta jogar todo o café no chão, levantá-lo, não separá-los, verdes de maduros,secá-los de qualquer modo e etc, ou seja, basta produzir um café commodity como estamos acostumados.

saudações cafelistas.
saulo antonio melo siqueira
SAULO ANTONIO MELO SIQUEIRA

CÁSSIA - MINAS GERAIS

EM 17/02/2011

Parabéns ao Sr. Eduardo Carvalhaes a ao cafépoint por este artigo. Em pequena matéria foi analisada de forma objetiva e suscinta aquilo que interessa, de fato, ao produtor brasileiro (novos mercados conquistados, necessidade de qualidade e produtividade e diminuição da absurda diferença de preços entre as qualidades do café).
Carlos Eduardo de Andrade
CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 17/02/2011

No geral para se chegar ao valor da saca de café comercializado por uma propriedade tem que se fazer a média ponderada.
São raras as propriedades que conseguem fazer mais de 70% de café bebida dura ou mais fina.Se o parâmetro for o café cereja descascado a quantidade de café desse tipo será menor. Talvez um produtor muito eficiente consiga a fazer 60% de café cereja descascado.
A mídia distorce e confunde os fatos e as informações . O produtor que faz o café cereja descascado e consegue fazer em torno de 60% desse tipo de café, tem nas mãos 40% de café que serão vendidos a um preço bem menor e esses 40% tem o mesmo custo de produção que os cafés mais finos
Parabens ao Eduardo pelas colocações.