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Consumo de café combate síndrome metabólica e diabetes tipo II
O efeito do café na saúde foi o tema da tese da nutricionista Sheila Andrade Abrahão, defendida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) sob a orientação da professora Rosemary Gualberto Pereira. Trabalhando com ratos Zucker (desenvolvidos em laboratório para pesquisas relacionadas à resistência insulínica, intolerância a glicose, síndrome metabólica e obesidade genética), a pesquisa concluiu que a bebida do café foi eficaz na proteção dos animais contra os sintomas da síndrome metabólica e do diabetes mellitus tipo II, sobretudo, em virtude de sua atividade antioxidante.
O estudo contou com dois grupos de tratamentos, com a oferta diária de doses de café (proporção de cinco xícaras de café para o consumo humano) e animais que receberam água. Foram analisadas as concentrações séricas de glicose, colesterol total e triacilgliceróis presentes na corrente sanguínea dos animais, além dos níveis urinários de glicose, uréia e creatinina. A observação chegou ao resultado de que o tratamento com a bebida do café causou significativas alterações nos valores desses marcadores bioquímicos. Para a pesquisadora, os resultados demonstram, de uma forma geral, que o café é eficaz no combate ao desenvolvimento da síndrome metabólica e do diabetes tipo II.
No estudo foram encontradas reduções significativas nas concentrações séricas de triacilgliceróis nos grupos tratados com bebida de café. Foi observada uma diminuição de aproximadamente 40% no grupo diabético tratado. Já para os valores de colesterol, foi observada uma redução nos níveis de todas as frações analisadas (LDL, HDL e VLDL), em todos os ratos tratados com a bebida filtrada de café. Também foi possível notar que mesmo nos grupos de animais com níveis de colesterol e triacilgliceróis normais houve uma redução na concentração sérica destes exames bioquímicos nos grupos tratados com a bebida.
De acordo com Sheila Abrahão, atualmente professora do Instituto Federal Fluminense, é importante lembrar que a ação do café no organismo varia conforme a frequência de ingestão, os hábitos alimentares, o estilo de vida (consumo de álcool e/ou tabaco) e a predisposição genética ao desenvolvimento de algumas doenças.
As informações são do Blog PEC/Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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