Vinho é a nova aposta de cafeicultores brasileiros
Em regiões cafeeiras, produtores encontram no vinho uma nova forma de explorar o terroir e impulsionar o turismo
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Em regiões cafeeiras, produtores encontram no vinho uma nova forma de explorar o terroir e impulsionar o turismo
Carlos Brando escreve sobre a relação de produção entre café e vinho nas fazendas brasileiras
A Argentina está voltando a apostar no cultivo de café - e o movimento pode redesenhar o mapa da produção na América do Sul
A Indicação Geográfica de Pinhal coroa um esforço de seis anos em demonstrar ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial que a região em torno da cidade de Espírito Santo do Pinhal se qualifica como IP, uma das únicas cinco do Brasil associadas à produção de café. Por Carlos Henrique Jorge Brando, da P&A Marketing.
Estudantes acompanharam o desenvolvimento de um vinho fortificado com resíduos agroindustriais da indústria de café. Conheça o trabalho e os resultados.
Se analogias são geralmente traçadas entre os negócios de café e vinho, este não tem sido o caso da cerveja e o café. Por Carlos Henrique Jorge Brando, da P&A Marketing
Quando se fala de possibilidades de diferenciação na cafeicultura, é comum a comparação com a vitivinicultura. Desde a virada do milênio, principalmente, é crescente o número de especialistas que buscam relacionar ambos os setores. Certamente, há uma série de lições úteis oferecidas pelo caso do vinho.
A empresa Supracafé comprou fazendas onde está construindo as instalações para criar um Parque Tecnológico do Café na Colômbia.
Palestra "Origens e Empreendedorismo: Aprendendo com Outros Produtos", faz parte da programação do DNA Café - Seminário Internacional.
Por Bruno Varella Miranda, mestre em Administração pela USP e doutorando em Economia Agrícola pela Universidade de Missouri - Columbia.
Felipe Croce, especialista em prova e qualidade de café, aborda em seu novo artigo as riquezas a serem exploradas na preparação e degustação de um bom café coado, lançando mão de analogia deste com o vinho. E alerta: "temos que pensar em nossos grãos como um produto final na xícara de uma forma que o cliente final poderá perceber a qualidade e assim se interessar em pagar mais pelo nosso café."
A marca Starbucks é sinônimo de café para muitos americanos, mas a cadeia de cafeterias quer ser também o centro da vida noturna e planeja abrir lojas onde será possível tomar bebidas alcoólicas e ouvir música ao vivo. A rede de cafeterias inaugura hoje uma nova loja em Seattle, cidade natal da empresa, que venderá pela primeira vez vinho e cerveja junto aos já tradicionais cafés.
Eu já fui contra o marketing, hoje sou a favor. O café colombiano é comercializado 100 dólares acima do café brasileiro e não vale isso. Isso acontece porque eles conseguem vender por opinião e nós estamos vendendo por precisão. Nós temos de copiar o vinho. Até pouco tempo atrás, tomávamos café por hábito, ainda que fosse ruim. O segredo do café não é esse. É um café que lhe dê prazer. O que é útil tem preço, mas o que dá prazer tem valor.
O conceito de Denominação Geográfica no mercado de café é ainda recente, diferentemente do que ocorre com o dos vinhos, cujos primeiros normativos e territórios definidos, no caso a Região do Vinho Verde de Portugal, estão quase a completar um século.
Imagina uma fazenda com uma visão tão atual de produção que escolheu focar em lavouras de café orgânico ser também uma fazenda tão antiga que ainda tem resquícios e lembranças do período do Brasil colônia. Por Juca Esmanhoto, barista e proprietário da cafeteria Rause Café + Vinho.
Mais uma vez, sem expectativa de termos uma iluminação natural diferente do cinza no céu, seguimos para a Fazenda Boa Vista, sede da Daterra. Por Juca Esmanhoto é proprietário do Rause Café + Vinho.
Projeto passa por Araxá (MG), no escritório da AC Café. Por Juca Esmanhoto, barista e proprietário da cafeteria Rause Café + Vinho.
Fazenda Santa Terezinha - Paraisópolis - Sul de Minas. Por Juca Esmanhoto, barista e proprietário da cafeteria Rause Café + Vinho.
Ultimamente as semelhanças entre café e vinho têm sido cada vez mais enfatizadas, principalmente após o surgimento do conceito dos cafés especiais. No entanto, existem diferenças muito grandes entre estas duas bebidas como a evolução e sofisticação que o mercado dos vinhos já atingiu, equivalendo a uma homérica distância de aproximadamente 20 anos à frente do mercado de café, e o seu serviço. O ponto de torra é tão importante na avaliação sensorial e, também, no serviço ao consumidor, que foram desenvolvidos equipamentos de avaliação da coloração da torra que funcionam baseados no princípio de reflexão de feixes de luz incidentes no café. Há uma grande arte no processo de torra, onde verdadeiros artesãos podem extrair notas de aroma e sabor inusitados, propiciando num correto serviço uma grande experiência sensorial ao consumidor.
Afinal, que o Brasil produz cafés com excelente qualidade já não é novidade para nenhum agente envolvido no setor. No entanto, a persistência desta incômoda falta de reconhecimento é preocupante, e se arrasta em um período de reconfiguração do mercado internacional de café. Discutir os elementos formadores desta realidade é fundamental para uma eventual reorientação da cafeicultora em nosso país.
Os agentes do agronegócio café no Brasil esperam que um dia esse mercado espelhe tudo o que já é realidade em âmbito do vinho. Entretanto, nos encontramos distantes da Terra Prometida. O desprezo empresarial por regras de conduta comercial ainda predomina e aqueles que persistem em trabalhar com seriedade nesse mercado vivem sob permanente desconsolo.
Os melhores do 6º Concurso Estadual de Qualidade do Café serão conhecidos hoje (8), no Museu do Café, em Santos (SP). "O café paulista é vendido como as garrafas de vinho francês, que são diferenciadas. Somos o terceiro maior produtor do país e exportamos quase 40% do café brasileiro. Qualidade e agregação de valor são as nossas palavras de ordem na produção", valorizou o secretário de Agricultura, João Sampaio.
A primeira safra produzida o ano passado foi processada na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais em Caldas, também no sul de Minas. Produtor entrevistado espera que o vinho produzido em caráter experimental seja comercializado logo para começar a recuperar o investimento de mais de R$ 70 mil na produção e manutenção da lavoura.
Apesar de sermos o país que mais produz café e o segundo que mais o consome, pela primeira vez, nesta década, estamos engatinhando em direção à cultura gourmet. Este movimento acontece só agora, pois, assim como o vinho, o café também apresenta propriedades sensoriais e inúmeras possibilidades de degustação. Mas, diferente daquele, o café ainda não está completamente incorporado como tal.