Em MG, falta de chuva compromete o café, que acumula alta no preço
Preço do café, em Minas Gerais, quase dobrou este ano e os produtores aproveitam o bom momento para vender o que restou da safra.
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Preço do café, em Minas Gerais, quase dobrou este ano e os produtores aproveitam o bom momento para vender o que restou da safra.
Bruno Miranda segue o debate proposto em seu último artigo, chamando a atenção para uma realidade que dificulta a propagação dos 'melhores exemplos' na cafeicultura: para milhares de produtores, falta ainda o básico em termos de gestão.
O Wandemberg Neves Freitas, de Resplendor, região de Aimorés - MG, pergunta: "Gostaria de saber das possibilidades de chuvas para nossa região nos próximos quatro meses. Tenho a informação de que a mineradora Vale (Vale do Rio Doce) tem um estudo que indica a possibilidade de chuvas fortes neste final de ano, com possibilidades de enchentes por aqui. Sera que se confirmará? " Confira as explicações de Celso Oliveira, da Somar Meteorologia:
Gestora do Programa Inova Minas, da Agência brasileira de Inovação (FINEP), ressalta que a construção da Agência de Inovação do Café na UFLA terá importância para toda a cafeicultura de Minas Gerais. "A UFLA é referência em cafeicultura e a Agência terá todas as condições de ser o espaço físico, de interação e de construção coletiva do conhecimento a ser transformado em desenvolvimento."
No norte do Espírito Santo, mais de 80% do café conilon já foi colhido. Os produtores reclamam, no entanto, das perdas provocadas pelo clima desfavorável.
Setor busca novos mecanismos para comercialização do café e negocia com o governo medidas de suporte frente aos atuais preços aviltantes. No mercado, os fundos, com perigosa exposição vendida, realizaram recompras e sustentaram ganhos no acumulado da semana.
Em maio, mês que se inicia a colheita de café no Brasil, a saca do café arábica teve tendência baixista. Com oscilações de grande amplitude, o valor médio da saca no período analisado (de 02 de maio a 02 de junho) foi de R$ 530,32, segundo indicador Cepea/Esalq. Com a forte valorização do café arábica nos últimos meses, a demanda por café robusta cresce, devido ao aumento de uso desse tipo para composição de blends.
Mesmo com cenário de oferta escassa e demanda aquecida, as cotações do café registram consecutivas quedas desde o final de abril. O indicador Cepea/Esalq do arábica foi cotado a R$ 543,08/saca no último dia útil do mês (29), com valorização de R$ 34,27/saca (6,74%) no mês. De abril para cá, o mercado se inverteu e as cotações já acumulam fortes quedas por influência da saída de investidores em commodities que passaram a investir em dólar, do efeito negativo no crescimento econômico na comunidade europeia, e de vendas especulativas.
Cenário do mercado cafeeiro segue inalterado, com oferta restrita, demanda aquecida e aproximação da colheita da safra brasileira. A partir de meados de março o número de compradores interessados em adquirir café diminuiu, e juntamente com o desastre no Japão as cotações começaram cair. Mesmo com a queda no acumulado do mês, os fundamentos do mercado cafeeiros seguem altistas.
O cenário do mercado de café não tem se alterado muito desde o início do ano. A oferta mundial ainda continua restrita, principais países produtores têm enfrentado alguns problemas com clima que devem impedir o aumento de produção para 2011 e demanda continua aquecida. O indicador Cepea/Esalq do arábica foi cotado a R$ 523,80/saca na segunda-feira (28), com valorização de R$ 62,89/saca (+13,64%) no mês de fevereiro. Na BM&Fbovespa, o vencimento maio/11 registrou alta de US$ 24,25/saca (+7,33%) no mês, sendo cotado a US$ 355,00/saca.
O dólar comercial atingiu ontem (04) o menor nível desde 25 de setembro de 2008. A moeda americana encerrou a terça-feira cotada a R$ 1,823, com queda de 0,65%, depois de quatro recuos consecutivos. Com isso, o dólar encostou no nível pré-aprofundamento da crise, antes da quebra do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro. No pregão anterior à derrocada do banco de investimento, a moeda valia R$ 1,781.
Pela primeira vez desde 30 de setembro do ano passado, o dólar voltou à casa de R$ 1,90. A moeda americana encerrou a segunda-feira cotada a R$ 1,903, baixa de 1,3% em relação ao dia anterior. Com isso, se aproxima do nível em que se encontrava antes do aprofundamento da crise, com a quebra do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro. No dia 12 daquele mês, a moeda americana valia R$ 1,78.
Eu já fui contra o marketing, hoje sou a favor. O café colombiano é comercializado 100 dólares acima do café brasileiro e não vale isso. Isso acontece porque eles conseguem vender por opinião e nós estamos vendendo por precisão. Nós temos de copiar o vinho. Até pouco tempo atrás, tomávamos café por hábito, ainda que fosse ruim. O segredo do café não é esse. É um café que lhe dê prazer. O que é útil tem preço, mas o que dá prazer tem valor.
A nova edição da revista Informe Agropecuário da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig (Planejamento e gerenciamento da cafeicultura), reúne informações técnicas que serão de grande valia para produtores e técnicos que atuam na cultura do cafeeiro, garante o pesquisador Paulo Gontijo. "O lucro do cafeicultor, hoje, tem sido menor devido aos preços e ao aumento da concorrência, da volatilidade desses preços e da concentração vigente no mercado", afirma.
Uma pesquisa realizada nas lavouras de café do sul de Minas apontou resultados que surpreenderam até os pesquisadores. Ao contrário do que muita gente pensa, a região é propensa ao uso da mecanização nos cafezais. A pesquisa mapeou 138 municípios utilizando imagens do Impe e da Nasa. A conclusão foi que, dos 500 mil hectares da região, 81% podem ser mecanizados.
Os processos de produção agropecuária, de diversos países europeus, já utilizam as BPA, são notórias e aceitas pelo setor. Muitos destes processos são as bases para as certificações de qualidade e denominações de origem, bastante utilizadas e reconhecidas como fator de agregação de valor aos produtos na Europa. No Brasil estas práticas, apesar de já serem divulgadas há vários anos, com alguns programas vigentes, não são utilizadas a contento pelos produtores. No campo, percebe-se grande desconhecimento destas, aliadas a descrença que de fato serão benéficas.
Há tempos que os fundamentos do mercado de café não criavam um ambiente tão favorável para a valorização dos preços da commodity. O aumento do consumo internacional e doméstico, mesmo após um cenário de crise global, e a oferta mais apertada, depois da redução da safra colombiana e dos países da América Central, já fizeram com que as cotações subissem 47,3% na bolsa de Nova York em 2010, apesar da queda de 1,29% em novembro, como mostram cálculos do Valor Data até o dia 26.
O governo suspendeu a norma que obrigava o emplacamento de tratores, colheitadeiras e outros maquinários agrícolas. A suspensão consta do ato normativo 93, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), do Ministério das Cidades, e foi publicada na edição do dia 29 de março de 2010 do Diário Oficial. A obrigação de emplacamento constava da resolução 281, de 2008.
Dentro de 30 dias, os agricultores e pecuaristas que produzem para exportação podem deixar de pagar tributos federais sobre insumos como ração e adubo. A Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior assinaram ontem (25) portaria conjunta que regulamenta o drawback integrado.
Uma das medidas urgentes para o produtor de café sair do sufoco é o estabelecimento do preço mínimo de R$ 355,00, compatível com o custo de produção, além do reescalonamento das dívidas do setor de todos os contratos, vencidos ou a vencer, uma vez que o cafeicultor não tem atualmente condições de cumpri-los. Essas e outras reivindicações foram enviadas ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pelo presidente da FAEP, Ágide Meneguette.
A Petrobras divulgou nesta segunda-feira (08), reajustes nos preços da gasolina e do diesel cobrados nas refinarias. De acordo com o comunicado da estatal, o corte será de 4,5% no preço da gasolina e de 15% no diesel. Os preços começam a vigorar a partir da meia-noite desta terça.
Depois de arrefecer com a queda forte das commodities agrícolas no final do ano, o mercado de terras voltou a subir em 2009. De acordo com levantamento da AgraFNP, o preço médio do hectare no Brasil no bimestre foi de R$4,373 mil, leve alta de 1% em relação aos últimos dois meses do ano, mas significativo para mostrar que os investidores voltaram a esse mercado, segundo Jacqueline Bierhals, responsável pelo estudo.
O aluguel de máquinas, sobretudo de colhedoras, tem se mostrado uma opção interessante para quem não tem maquinário próprio. Além disso, produtores que possuem colhedora obtêm renda extra alugando-a. O produtor Antônio José de Oliveira Costa, de Dois Córregos (SP), diz que decidiu investir em colhedora própria depois de "experimentar" a mecanização com equipamentos alugados.
Números foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil e representam o período de junho de 2022 a junho de 2023