Mercados financeiros globais são marcados por fortes volatilidades
Para o café o dia foi mais tranquilo, aponta o consultor Marcus Magalhães.
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Para o café o dia foi mais tranquilo, aponta o consultor Marcus Magalhães.
É com dificuldade e certa apreensão que escrevemos esta carta em 2010. Temos acompanhado o mercado desde 2004, com estudos macroeconômicos e ferramentas de avaliação futura das disponibilidades, e desde 2008 ficava claro que o mercado entraria numa nova onda de risco elevado. Até maio deste ano, poucas pessoas se mostravam preocupadas com a questão. Mas, com os preços atuais que deverão flutuar em patamares elevados, temos muito a refletir para poder construir um modelo novo de mercado e não quebrar essa importantíssima cadeia de produção, que também é a mais antiga e internacionalizada do planeta.
O representante dos cafeicultores, Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), órgão que reúne as principais cooperativas do setor, avalia o ano de 2009 como turbulento para os produtores. A safra deste ano, de ciclo baixo, por causa da bienalidade da cultura (uma grande safra é alternada com outra menor no ano seguinte) teve problemas de qualidade, em virtude das chuvas na época de colheita. "A qualidade foi péssima, em um ano de clima atípico", relata Ximenes.
O dólar iniciou a semana em rota de baixa. Vendida a R$ 1,875, a moeda norte-americana encerrou no menor nível desde setembro de 2008. Somente ontem, houve depreciação de 1,16% na cotação. Se o cenário não trouxer novidades desanimadoras, analistas preveem a continuidade do atual movimento vivido pelo câmbio. Ou seja, o real pode se apreciar ainda mais.
Em decisão esperada pelo mercado, o Banco Central anunciou na noite de ontem (29) o corte da taxa Selic em 1 ponto porcentual, para 10,25% ao ano, sem viés. Com a decisão, a autoridade monetária reduziu o ritmo do desaperto dos juros, que haviam caído 1,5 ponto na decisão anterior, em março. A medida do Comitê de Política Monetária (Copom), tomada por unanimidade, levou o juro básico da economia brasileira para o nível mais baixo da história.
A excelente qualidade do café brasileiro acirrou a disputa no leilão internacional Cup of Excellence, realizado na última terça-feira. O pregão foi promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e pela a Alliance for Coffee Excellence (ACE). Os preços partiram de US$ 2,00 a libra-peso e o maior valor foi pago no lote de 22 sacas da região de Carmo de Minas, um total de US$ 26.336,42 (US$ 9,05 por libra/peso).
A receita representou 33,2% de todas as vendas externas de Minas em 2020, só ficou atrás do resultado de 2011, quando o valor foi de US$ 9,71 bilhões
Estima-se que mais de 15% das malhas rodoviárias de café foram afetadas e, se em 30 dias não forem consertadas, podemos perder outras 460 mil sacas
Bruno Varella faz um paralelo entre o Império Romano e as atitudes do presidente dos Estados Unidos
O sentimento de aversão ao risco dos investidores derrubou ontem os preços das commodities agrícolas. Entre elas, o café negociado na Bolsa de Nova York. Os contratos do produto para entrega em setembro fecharam em baixa de 5,21%, cotados a 175,45 centavos de dólar por libra-peso.
O real já acumula 124,2% de valorização frente ao dólar desde o início do governo Lula. Segundo levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática, a moeda brasileira teve o maior avanço entre países da América Latina e União Européia, no período que vai de 31 de dezembro de 2002 a 25 de julho de 2008. A segunda maior valorização da amostra ficou com a Colômbia, de 61,6%, metade da verificada no Brasil.
A principal indústria de torrefação italiana, Lavazza, espera que as recentes volatilidades nos preços dos futuros de Londres se estabilizam, quando as colheitas novas dos dois maiores produtores mundiais começarem fluir.