Quando o café deixa de ser uma commodity
Torrefadores negociam os melhores produtos diretamente com a fazenda, e pagam mais por eles, no modelo Direct Trade.
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Torrefadores negociam os melhores produtos diretamente com a fazenda, e pagam mais por eles, no modelo Direct Trade.
Os especialistas George Howell e Klaus Thomsen vão ministrar o workshop 'Em busca da qualidade da semente à xícara', no dia 7 de agosto, em uma ação inédita promovida pela Fazenda Daterra e pelo Ateliê do Café, em seu CEPEC (Centro de Estudo e Pesquisa do Café), em Valinhos (SP). O valor é de R$ 30,00. Em duas horas e meia de workshop, Howell, da George Howell Terroir Coffee Company, se aprofundará na importância da torra, demonstrando o processo. Já o premiado barista Klaus Thomsen, da cafeteria e microtorrefadora The Coffee Collective (Dinamarca), comandará a degustação de cafés expressos e cappuccinos.
No ultimo dia 07, o Ateliê do Café e Fazenda Daterra promoveram um workshop "Em busca da qualidade da semente a xícara", em que participaram o norte-americano George Howell, um dos pioneiros do chamado "Specialty-coffee movement", movimento que começou na década de 70 pela melhoria da qualidade do café e Klaus Thomsen, barista dinamarquês, com muitos prêmios conquistados. George acredita que a proposta é sempre procurar o melhor café. Em sua curta palestra, ele demonstrou alguns fatores que influenciam no resultado de excelentes cafés.
Apesar de ser consumido diariamente por milhares de brasileiros, o café é uma bebida cercada de nuances de aroma e sabor, a exemplo de outras bebidas complexas, como vinho e cerveja. E os consumidores estão começando a perceber todas as suas possibilidades. Nessa trilha, surgem no mercado empresas que levam o produto a sério. É o caso do Ateliê do Café oferece um serviço bastante exclusivo e pioneiro de torrefação e comercialização de cafés 'single state' (cafés de origem) pela internet.
Todo o esforço para produzir o melhor café do mundo, que inclui investir numa boa semente, bom terroir e bom manejo, acaba concentrado em poucos pés de café, que rendem sacas contadas. São elas que, ao serem garimpadas por compradores exigentes, receberão um perfil de torra minucioso e um preparo irrepreensível. Esse microlote de café que chega ao consumidor, raro e limitado, é produzido em um ou poucos talhões de uma fazenda e, por sua exclusividade, é muito valorizado.