Massa de ar frio deve favorecer queda de temperatura nas regiões cafeeiras
Primeiros lotes de conilon e de arábica da nova safra 2024/2025 apresentam quebra acima da usual no benefício
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Primeiros lotes de conilon e de arábica da nova safra 2024/2025 apresentam quebra acima da usual no benefício
Baixas temperaturas interferem nas lavouras de café, por isso, é fundamental estar atento às previsões do tempo e às mudanças climáticas
Para o final de maio e início de junho, a chuva continuará sobre o Paraná, São Paulo e Minas Gerais
Feira acontece entre os dias 20 e 22 de fevereiro, na cidade de Guaxupé (MG)
Estados mais afetados são Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo
Esta primeira semana de outubro segue com pouca ou nenhuma chuva no cinturão produtor de café. As áreas de instabilidade devem ficar mais ao sul, devendo chover forte no Rio Grande do Sul. Como não ocorrerá a chegada de frentes frias ao Sudeste, o cinturão produtor de café fica sob domínio de uma massa de ar mais quente.
Pesquisadores e especialistas em clima analisaram a região e revelam quais características tornam o local propício para produção do grão. Por Williams P. M. Ferreira, Gabriela Regina Ferreira, Thuane K. M. Barbosa, Marcelo F. Ribeiro, Elpídio I. F. Filho, José L. Rufino.
Vai sobrar até para o cafezinho. Nas estimativas dos cientistas sobre os impactos de um planeta mais quente, a bebida mais popular dos brasileiros também está na lista das culturas agrícolas que podem sofrer impactos com as mudanças climáticas.
Dado a grave anomalia climática atual (Janeiro/Fevereiro/Março de 2014), que ocorre em quase a totalidade das regiões produtores de café arábica no Brasil, é necessário esclarecer tanto seus efeitos na próxima colheita, que se inicia em meados de abril, como também seus efeitos na safra 2015/16.
A temperatura ideal para o cultivo do café arábica é entre 19 e 21°C. Essa temperatura é a temperatura média anual.
A temperatura tem um papel extremamente limitante na produção agrícola. Primeiro porque ela é um dos fatores que determina a evapotranspiração da cultura, pois temperaturas mais elevadas induzem a uma maior demanda hídrica da planta e uma maior evaporação de água, reduzindo assim o armazenamento de água do solo. Se a temperatura está muito elevada e há uma perda maior de água, uma das defesas do cafeeiro é fechar seus estômatos para evitar a perda excessiva de vapor d´água, o que reduz a taxa de conversação fotossintética.
O aquecimento global é um fato que exige resposta tecnológica, na forma de desenvolvimento de variedades genéticas melhor adaptadas à transição climática, avalia o agrônomo Eduardo Assad, ex-secretário executivo do Programa de Recursos Naturais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "O aumento de temperatura reduz os riscos de geadas, o que é muito bom para o café", afirma Assad.
Por enquanto, não há previsão de geadas para o sul de Minas Gerais, apesar da previsão de temperaturas bastante baixas em julho. Entretanto, as previsões ainda podem mudar, sendo necessário o monitoramento constante. Já no norte do Paraná e oeste de São Paulo a previsão é mais preocupante.
O processo de germinação e desenvolvimento inicial das mudas depende muito da temperatura ambiente
Ainda não é possível afirmarmos categoricamente que choverá muito na região de Montanha, no norte do Espírito Santo, em novembro. Entretanto, todas as simulações indicam que realmente choverá mais. Normalmente, primaveras com Niños fazem com que a chuva retorne antes do tempo.
Em 2009, com a situação de neutralidade, veremos o avanço frequente de frentes frias e massas de ar polar continentais, favorecendo o declínio acentuado da temperatura. Se uma destas massas trará geada, isto será definido apenas com monitoramento frequente.
Na região de Lavras, sul de Minas Gerais, os meses de junho e julho devem apresentar temperatura próxima da média climatológica, de 17ºC, podendo variar até 1°C abaixo da média na segunda quinzena de junho, mas ainda é impossível afirmar se neste período mais frio ocorrerá geada.
Maior atenção deve ser dada aos tratos culturais, pois o aparecimento de fungos é favorecido diante das atuais condições climáticas. Por Williams Ferreira, pesquisador da Embrapa/Epamig na área de Agrometeorologia e Climatologia e Marcelo Ribeiro, pesquisador da Epamig na área de Fitotecnia.
Novo serviço da Climatempo Consultoria oferece ao produtor dados de temperatura e água disponível no solo e análise de risco para chuva, vento, granizo e geada.
A ocorrência de pouca chuva e temperatura mais elevada nos últimos meses estimularam a antecipação da colheita
A massa de ar polar que está sobre as regiões produtoras de café deve manter baixas as temperaturas na próxima madrugada. No entanto, é fraco o risco de geadas no cafezais, conforme previsões da Somar Meteorologia. "A madrugada desta sexta-feira será parecida com a de hoje, trazendo risco de geadas apenas em áreas de baixada no norte do Paraná, que poderão provocar danos aos pés de café mais novos", informa a meteorologista Cássia Beu, da Somar. "O pior já passou e foi na madrugada de hoje. A geada não pegou o café", garante Cássia.
O atual evento El Niño continua forte e dando sinais de que deverá permanecer pelo menos até o início do outono de 2016. Por Williams Ferreira, pesquisador da Embrapa/Epamig na área de Agrometeorologia e Climatologia.
No início da segunda quinzena de maio, a temperatura nas lavouras de café caíram drasticamente, sem, no entanto, chegar ao ponto de formar geada significativa
Os produtores de café Conilon do Norte capixaba estão preocupados com a Safra 2011. De acordo com Giovanni Sossai, presidente do Sindicato Rural de Jaguaré, município responsável pela maior produção de Conilon no Espírito Santo, a qualidade e a quantidade da safra podem ser prejudicadas em função de fatores climáticos.