Cafeicultores seguram vendas até que os preços do produto subam
De acordo com a Bloomberg, os preços de café arábica já caíram 8% no ano e os de conilon 18%.
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De acordo com a Bloomberg, os preços de café arábica já caíram 8% no ano e os de conilon 18%.
Silas Brasileiro afirmou que as cotações mais altas não foram suficientes para compensar a safra menor
O Rabobank estimou ontem que a produção brasileira de café poderá aumentar 27% até a safra 2014/15. O banco holandês prevê ainda que se as lavouras da Colômbia, outro grande produtor do grão, se recuperarem e a produção se normalizar, pode haver um efeito negativo nos preços no mercado internacional.
Após começar a semana com feriado em Nova York, o mercado de café se mantém firme e registra novas altas nesta terça-feira (22) tanto nos mercado futuros como no físico. Na bolsa de Nova York o vencimento maio/11 teve valorização de 135 pontos, fechando a 274,35 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 519,36, com valorização de R$ 6,37, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a variação acumula alta de R$ 58,45/saca.
Os preços do café arábica podem em breve atingir 300 cents por libra-peso, conforme a demanda continua robusta, apesar de ofertas apertadas e do baixo nível dos estoques nesta temporada, informou nesta quinta-feira o Macquarie Bank.
Os preços do café arábica encerraram essa sexta-feira (13) praticamente estáveis nos mercados futuros e físico, porém com altas no acumulado da semana. Em Nova York, setembro/10 registrou valorização de 3,30% na semana. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 317,98, com valorização semanal de 2,09%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A valorização se deve principalmente ao baixo volume de cafés nos estoques mundiais, além da falta de cafés de qualidade para o momento.
O mercado internacional de café está perto de registrar um evento que não ocorre desde o início de 2003. Os estoques certificados da bolsa de Nova York estão perto de romper o patamar de 3 milhões de sacas e com a perspectiva de continuar caindo pelo menos até o mês de julho, quando começa a entrar no mercado a safra brasileira.
Para o ex-diretor-executivo da OIC, os cafeicultores com alta produtividade e resiliência serão os principais beneficiários dos atuais preços de mercado
De acordo com dados do levantamento anual da Companhia Nacional de Abastecimento, o estado deve produzir 21,4 milhões de sacas do grão
Uma safra abundante de café ajudará a Índia a recuperar o terreno perdido nas exportações em meio a temores de uma escassez global e preços mais altos
A expectativa do diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório, é que os preços mundiais do café subam em 2008, mas sem ultrapassar as máximas obtidas neste ano. "Considerando-se os fundamentos atuais do mercado, parece que os preços serão sustentados nos níveis atuais", afirmou, acreditando que isso acontecerá devido ao aumento do consumo.
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgaram expectativas de produção de cada país produtor
Com previsão de consumo global de 167,9 milhões de sacas, USDA espera que estoques finais recuem 2,8 milhões de sacas, para 33,5 milhões
Foram apresentadas questões em busca do aprimoramento, ampliação do consumo e avanços alcançados
Rrótulos éticos, como o Comércio Justo, têm procurado ajudar os agricultores ao garantir um preço mínimo
Cafeicultores do país estão segurando seus estoques até que os preços globais subam
A produção pode cair para 560.000 toneladas no ano safra que começa em 1 de abril.
Nesta semana mais curta, o mercado cafeeiro continuou a operar sob forte volatilidade, com tendência à desvalorização nos últimos três dias. Mesmo com a recente queda, os futuros do arábica acumulam valorização de 5% desde o início do mês e de aproximadamente 48% a contar do começo do ano.
Alguns investidores veem a convergência como um sinal para apostar numa reviravolta no mercado do café arábica, que movimenta US$ 6,3 bilhões por ano. O motivo é que, se os preços do arábica e robusta estiverem quase idênticos, as torrefadoras provavelmente vão incluir mais grãos do arábica em suas misturas. Quando os preços de referência chegam a uma diferença de US$ 0,30 a libra, isso significa que grãos arábica mais velhos, de menor qualidade, estão mais baratos do que o robusta nos mercados físicos, diz Ross Colbert, estrategista do Rabobank.
As perspectivas de produção recorde nos principais países produtores de café do mundo - Brasil, Colômbia, Vietnã - derrubaram a cotação do café arábica há várias semanas. No dia 7 de novembro, a libra de café foi cotada em Nova York a 1,0095 dólar, o preço mais baixo em sete anos.
Demandas firmes nos mercados internacional e doméstico e ofertas em geral ainda com restrições devem sustentar cotações e proporcionar boas margens operacionais para as principais cadeias produtivas do campo nacional em 2011. Esse horizonte, cujos contornos ganharam força no segundo semestre do ano passado, é confirmado pelo estudo "Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro", concluído recentemente pelo departamento de Pesquisa e Análise Setorial do Rabobank Brasil. O trabalho contempla tendências para cana, açúcar e etanol, café, algodão, soja, milho, carne bovina, carne de frango, carne suína, leite e fertilizantes, e para todos eles a expectativa é de incremento do consumo, puxado por países emergentes, e preços firmes.
No espaço dessa coluna já houve ocasião em que pude analisar a problemática dos números envolvendo o consumo interno de café (torrado e moído, torrado em grãos e solúvel). Já se tornou lugar comum o ataque histriônico aos números contabilizado pelas previsões de safra, especialmente a de café. Buscar outras fontes de distorção está fora do script!
As indústrias de defensivos continuam aumentando sua participação no financiamento do agronegócio utilizando um sistema conhecido como "barter. "Esse é um modelo que todos ganham. O produtor porque sabe quanto vai pagar e foge do risco das oscilações de preço; a indústria, porque consegue reduzir seu grau de inadimplência; e a trading porque consegue concentrar em uma única compra a produção equivalente a vários produtores", afirma Gerhard Bohne, diretor de operações de negócios Brasil da Bayer CropScience.
A produção indiana de café em 2009/10 deve cair 5% frente à estimativa do Conselho de Café de 289.600 toneladas, conforme chuvas fora de época prejudicaram parte da safra na principal área de cultivo, disse nesta sexta-feira (12) Milan Shah, executivo-chefe da NKG Jayanti Coffee Private Ltd., maior exportadora de grãos do país. "Estamos prevendo uma produção de café em torno de 275 mil toneladas em 2009/10", disse Shah.