Negociações dos grãos na última semana e leve receio dos produtores
Rodrigo Costa analisou como as vendas dos grãos se comportaram na semana passada e a expectativa da próxima safra
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Rodrigo Costa analisou como as vendas dos grãos se comportaram na semana passada e a expectativa da próxima safra
Medida contribuirá com a preservação do parque cafeeiro nacional.
O Núcleo de Estudos em Cafeicultura - NECAF ,da Universidade Federal de Lavras UFLA, já iniciou a preparação do Encontro Sul Mineiro de Cafeicultores deste ano. A 15ª edição do evento será realizada na universidade em maio, em data ainda não definida. O encontro deverá reunir produtores, pesquisadores e estudantes em debates, palestras e um dia de campo na instituição. "O produtor tinha receio em procurar a universidade. Com o evento, a UFLA pode aproximar mais o produtor dela, mostrando tudo o que é desenvolvido em termos de inovação cafeeira dentro da instituição".
Segundo o Cepea, a produção brasileira de café (arábica e robusta) na safra 2014/15 foi prevista em 44,57 milhões de sacas de 60 kg, diminuição de 9,33% em relação à colhida na temporada 2013/14. Colaboradores da instituição lembram que também haverá queda na qualidade do grão da safra 2014/15.
Na última semana, receio de desaceleração da economia dos EUA pressionou dólar e forneceu suporte aos contratos internacionais
O mercado NY pode romper os 130 cts/lb e acabar escorregando até 125 cts/lb com fundos liquidando parte de suas posições mesmo que o dólar não se valorize. Muitos dizem que o movimento que vimos pode ser apenas de uma correção técnica e que o mercado voltará a subir. Porém, os sinais vindos do mercado físico nos fazem pensar que o a bolsa está mais vulnerável para cair.
Caetano Berlatto é Assessor Técnico responsável pelo café da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). Caetano esteve acompanhando as discussões sobre a inclusão do café cereja descascado brasileiro na bolsa de Nova York, e concedeu entrevista ao CaféPoint para tratar do assunto e esclarecer algumas dúvidas. Acesse e ouça a entrevista.
Desde o final de 2008, aumentou o receio com a possibilidade de escassez de recursos para financiar a safra 2009/10. Preocupava, em especial, o declínio da atuação das tradings, que já haviam diminuído sua participação no financiamento da safra 2008/09, após o agravamento da crise financeira global. No momento, contudo, há evidências de que, mesmo que ocorra, a queda não será tão drástica como inicialmente se supunha.
Com receio de perder o prazo de votação da MP 458/09, que trata da regularização fundiária na Amazônia legal, a relatora da matéria no Senado, Kátia Abreu (DEM-TO), decidiu manter o texto aprovado na Câmara, apesar de não concordar com sua integralidade. O texto pode prescrever por decurso de prazo no início da próxima semana e a base ruralista no Senado tentará iniciar a votação da MP hoje.
A volatilidade dos mercados internacionais contaminou o dólar nesta terça-feira, com a moeda fechando abaixo de 1,60 real após ter saltado acima de 1,65 real antes do comunicado do Federal Reserve sobre a política monetária dos Estados Unidos. O dólar fechou a 1,5901 real no mercado à vista, em queda de 1,39%. A baixa acompanhou a reação dos investidores à promessa do Fed de que os juros norte-americanos serão mantidos perto do zero até meados de 2013, pelo menos.
O setor cafeeiro está comemorando a decisão anunciada pela Bolsa de Nova York de incluir o produto brasileiro lavado nas negociações futuras, disse o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva. Segundo ele, o ano de 2010 está se consagrando como um dos melhores para o setor não só por causa da decisão da bolsa americana mas também porque será registrado um volume de exportações inédito. "Venderemos US$ 5,4 bilhões em café este ano, um recorde absoluto", afirmou. Mesmo sendo uma nova oportunidade, Guilherme Braga (Cecafé) considera o diferencial de preço exagerado. Agora o país deve mostrar que a estrutura de custos e a qualidade não justificam esse diferencial.
O café, que chegou ao maior valor em 13 anos nessa semana, deve cair até 16 por cento nas próximas semanas depois que os receios de oferta menor que a demanda levaram a um ganho 'exagerado' este ano, disse Christian Praun, operador da Terra Futuros, quarta maior corretora de café.
As cotações do café arábica voltaram a subir nesta segunda-feira (25). Em Nova York o primeiro vencimento dezembro/10, teve valorização de 165 pontos, fechando a 200,50 centavos de dólar por libra-peso. A alta foi impulsionada por previsões de que efeitos climáticos possam prejudicar a safra 2011 e consequentemente o abastecimento mundial de café. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 342,79, com valorização de R$ 6,32, segundo o indicador Cepea/Esalq.
A firme demanda por café no mercado internacional e a oferta limitada, seguiram sustentando os preços futuros nesta quinta-feira (21), fazendo com que atingissem valores recordes em 13 anos na bolsa de Nova York. O aumento das cotações no mercado internacional impulsionaram as cotações no mercado físico. A saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 338,55 (indicador Cepea/Esalq), o maior valor da história do indicador.
O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga, diz que a desvalorização do dólar tira competitividade do produto brasileiro no Exterior e prevê queda nas vendas nos próximos meses. "Provavelmente deveremos observar uma redução do volume exportado mais à frente, talvez a partir de janeiro de 2011", diz.
O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Guilherme Braga, diz que a desvalorização do dólar tira competitividade do produto brasileiro no exterior e prevê queda nas vendas nos próximos meses. "Provavelmente deveremos observar uma redução do volume exportado mais à frente, talvez a partir de janeiro de 2011", diz.
A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), em parceria com a Apex-Brasil e o Mapa, organizou a participação dos cafeicultores brasileiros na Exposição e Conferência Mundial de Cafés Especiais, em Tóquio, Japão. "A cada exposição e conferência mundial organizada pela Associação Japonesa de Cafés Especiais (SCAJ), o Brasil ganha espaço no mercado. Estamos demonstrando, ano a ano, que nossos cafés têm potencial para agradar a todos os paladares, sendo aceito em quaisquer mercados, indo ao encontro do proposto por nosso slogan: 'one country, many flavours' (um país, muitos sabores)", aponta o vice-presidente da entidade, Luiz Paulo Pereira Dias Filho.
Conforme divulgado na análise econômica mensal do Cepea, a colheita do arábica está adiantada na maioria das regiões brasileiras. Apesar disso, a oferta do grão não aumentou no mercado interno. Isso porque produtores têm vendido de maneira lenta, no aguardo de preços ainda mais altos. Além disso, muitos produtores já fecharam contratos para entrega de lotes nos próximos meses, reduzindo a disponibilidade no mercado.
Os preços do café arábica encerraram essa sexta-feira (14) em queda nos mercados futuros e físico. Em Nova York as cotações foram pressionadas pela alta do dólar e pela preocupação de que a crise da dívida na Grécia poderá se estender. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 285,50, com desvalorização de 1,20%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Em janeiro de 2010 foram publicados alguns artigos sobre o cenário de desolação das lavouras de café em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Floradas irregulares levaram preocupação aos produtores em relação a desuniformidade de maturação dos grãos de café. Porém, acredita-se que em algumas regiões o padrão dos grãos está mais uniforme, diminuindo a preocupação quanto à qualidade da safra 2010/11. Como está sua lavoura? Acesse e deixe seu comentário.
Por enquanto, não há data para a volta das chuvas generalizadas à Bom Jardim, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O mesmo sistema que vem provocando estiagem entre Espírito Santo, leste de Minas Gerais e sul da Bahia, também provoca precipitações abaixo da média no centro e norte do Rio de Janeiro.
Desencantados com a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que parece cada vez menos disposto a cumprir a promessa de atualizar os índices de produtividade rural no País, os líderes do Movimento dos Sem-Terra (MST) planejam mudanças em suas táticas. Estudam a realização de uma jornada de ocupação de propriedades produtivas.
Atualmente, o Brasil é a segunda maior locomotiva do mercado de agronegócio mundial, superado apenas pelos Estados Unidos. E, conforme o economista e consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) Luiz Antonio de Camargo Fayet, a expectativa é de que até 2020 o País ultrapasse os norte-americanos.
As entidades ligadas aos produtores rurais, Legislativo e Governo Federal devem trabalhar em conjunto para buscar um modelo de crédito rural que atenda às necessidades de financiamento do agronegócio no futuro. A manifestação é da presidente eleita da Confederação da Agricultura e pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, após reunião na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. "Estamos muito preocupados com o futuro da agricultura brasileira. Chegamos ao limite da crise com a falta de crédito e a alta dos riscos de inadimplência que a carteira do agronegócio representa hoje", disse a senadora.