Natureza econômica dos detestáveis cafés
Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA.
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Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA.
Como já vinha sendo informado através das previsões de tempo, as regiões produtoras de café do Brasil receberiam chuvas na segunda quinzena de setembro (16 a 30/10). Com isso, as cotações do arábica no mercado interno acumularam quedas. O Indicador Cepea/Esalq registrou baixa acumulada de R$ 14,26/saca, sendo cotado a R$ 318,8/saca na última quarta-feira (30). Problemas futuro com o clima no Brasil e nos demais países produtores colaboram para que os preços voltem a subir e para que o mercado fique firme novamente.
Produtores apresentam propostas, nesta quinta-feira (13), ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, que se reuniu com representantes de toda a cadeia produtiva. Os pedidos foram por liberação de recursos para estocagem e implementação de uma política de renda para o produtor. O ministro ficou de marcar uma nova reunião para começar a definir as políticas que serão adotadas.
A colheita de café da Colômbia no primeiro semestre de 2013 deverá ser uma das melhores, já que a secura do clima e o possível retorno do fenômeno El Niño poderiam dar um forte impulso à produção, disseram os exportadores e agricultores.
O Deputado Federal, Silas Brasileiro, apresentou uma proposta para criação de um programa de estímulo ao crédito para formação de estoques privados de café, que foi fruto de discussão com diferentes agentes da cadeia café e profissionais do sistema financeiro, e foi elaborada a partir da percepção da necessidade de novas estratégias em razão da insuficiência dos resultados das políticas adotadas no último ano para fazer frente à crise enfrentada pelo setor produtivo.
Diplomatas brasileiros estão visitando municípios em Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Paraná com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre os setores de carnes, café, frutas, açúcar e álcool, lácteos e grãos. "A ideia é fazer com que eles conheçam a realidade da agricultura brasileira em aspectos como qualidade, produtividade, sanidade, meio ambiente e legislação", afirmou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto.
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