Ilusória fartura
Disfuncionalidades da política econômica interna introduzem nas perspectivas dos agentes econômicos a busca por proteção. No Brasil, historicamente, a preferência recai pela moeda estadunidense na defesa patrimonial
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Disfuncionalidades da política econômica interna introduzem nas perspectivas dos agentes econômicos a busca por proteção. No Brasil, historicamente, a preferência recai pela moeda estadunidense na defesa patrimonial
A rede Press Café - pertencente ao Grupo Press Gastronomia - comemora um recorde: cresceu 30% em 2010 em relação a 2009, o maior incremento percentual na história do empreendimento, que completará uma década em 2012. A sócia-diretora do Grupo, Carla Tellini, explica que, nas cafeterias, a preferência recai sobre os cappuccinos com Latte Art (o barista faz figuras na superfície de bebidas feitas à base de café espresso) e o espresso com o exclusivo café de origem controlada (da fazenda Pessegueiro, no interior de SP).
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, alertou sobre as eventuais mudanças nos índices de produtividade das propriedades rurais. "Vão minar todo o sucesso do agronegócio brasileiro", afirmou. A senadora disse que as mudanças poderão criar insegurança jurídica no campo, atingindo mais de 500 mil famílias. Para ela, o setor não precisa de índices de produtividade, "pois o mercado expropria quem não é eficiente".
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, apresentou ontem (30) um estudo que propõe zerar as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que incidem sobre alimentos da cesta básica. Se adotada, a medida causaria uma renúncia fiscal de R$ 3,6 bilhões. A alíquota média sobre esses alimentos é de 2,8%, mas, em alguns casos, como óleo de soja, chega a 9,25%.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) terá, em 2009, R$ 1,45 bilhão, 11,5% mais que no ano anterior. Os recursos foram garantidos pelo Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa, o PAC da estatal. Além da verba assegurada pela União, a Embrapa conta com recursos extra-orçamentários de origem pública e privada.
Produtores e cientistas pelo mundo investem em cafés difíceis de encontrar, seja para oferecer experiências sensoriais únicas, seja para enfrentar desafios ambientais atuais
Emenda retira obrigatoriedade de due diligence para operadores que vendem o produto após a entrada no mercado europeu
Uma Declaração foi criada, porém, países produtores questionam que as soluções apresentadas não são pontuais para o momento
CNA afirma que o custo do transporte do café dobrou, o que dificulta levar os grãos para as torrefadoras
Estudo desenvolvido na Esalq mostra que uma redução da área produtiva permitiria uma mudança na estrutura agropecuária de modo distinto em cada região do Brasil
A autoridade alfandegária do governo dos EUA obteve do Presidente a sanção da lei que estabelece regras bastante restritas para a importação de bens cujo processo produtivo contemple denúncias de trabalho escravo/forçado e/ou infantil. O café brasileiro não foi rotulado. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, Eng. Agr., M.S., Pesquisador Científico do IEA.
Desse jogo, qualquer um pode participar: basta saber como entrar. Aos produtores de café, estratégias baseadas na criação de ações coletiva efetivas constituem uma interessante alternativa. Por Bruno Varella Miranda.
Convidaram-me os agricultores do Norte do Paraná para falar sobre os desafios da agricultura nacional. No recinto da famosa ExpoLondrina arrolei, entre tantos, seis deles. Para cada um apontei alguns caminhos de solução. Ao final do encontro, após intenso debate, saí com uma certeza: na desventura da política mora a angústia do produtor rural. Aqui os seis grandes desafios no campo:
Há três décadas era fundado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Naquela época, com inflação galopante, pouco importava produzir. A terra configurava excepcional reserva de valor. Por outro lado, cresciam as cidades, inchadas pelo êxodo rural, provocando crise no [...]
Espaço Aberto: Marina Silva entrou no PSB por uma porta, saiu o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) por outra. Mais que uma decorrência do jogo político, o episódio expõe uma intriga que contamina o ambientalismo brasileiro: alguém, sendo ruralista, pertence ao mal. Terrível preconceito. Por Xico Graziano
Espaço Aberto: Pragas e doenças ameaçam a produtividade das lavouras em todo o mundo. No combate a esses organismos danosos, produtores Rurais recorrem ao uso de defensivos Agrícolas, que, por sua vez, afetam o meio ambiente. Seria possível praticar agricultura sem agroquímicos? Dificilmente. Por Xico Graziano
Antevemos que a agenda econômica do Agro em 2012 deverá estar concentrada em temas de grande implicação política e repercussão na mídia, além de questões de mercado associadas às incertezas trazidas pela crise nos países desenvolvidos. Por André Nassar (Diretor-geral do Icone e coordenador da Redeagro)
Novamente sob influência direta do fenômeno La Niña, provocado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, o clima para a agricultura brasileira tende a registrar chuvas dentro da média para a maior parte das áreas produtivas nos primeiros meses de 2012. A exceção é o Sul do país, que deve seguir castigado pelo clima seco.
Bandidos contra mocinhos funciona bem no cinema, não na roça. Nessa matéria, que importa ao futuro da sociedade, não pode haver vencedores nem vencidos. Será imperdoável votar uma proposta de modificação do Código Florestal que derrote o ambientalismo, por mais estranhas que sejam certas posições dentro dele. Por outro lado, se o ruralismo perder para a ingenuidade verde, melhor seria decretar o fim da agricultura. Ninguém sabe, assim procedendo, como viveriam os seres humanos.
Caso o governo abrisse mão da parcela do ICMS que incide sobre os alimentos, R$ 15 bilhões seriam injetados na economia brasileira todos os anos. "E no atual momento econômico, esse dinheiro seria bem vindo", defende Fernando Garcia, coordenador do projeto desenvolvido pela empresa de consultoria FGV Projetos, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Departamento de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro-Fiesp).