Hesitante Funrural
Na forma em que foi julgado no STF, o Funrural de 2,3% sobre a receita bruta reduz a receita dos produtores rurais, especialmente, dos de perfil familiar. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, pesquisador científico do IEA.
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Na forma em que foi julgado no STF, o Funrural de 2,3% sobre a receita bruta reduz a receita dos produtores rurais, especialmente, dos de perfil familiar. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, pesquisador científico do IEA.
"A zona de conforto dos políticos e do governo dos últimos anos com a gestão da vida da nação parece que está com os dias contatos. No nosso caso, vivendo da cultura do café, estamos há mais de dois anos indicando ao governo que estamos com desafios latentes que terão que ser enfrentados com a intervenção do Estado no segmento." Por Francisco Ourique
Nesta segunda-feira, o ICONE (Instituto de Estudo do Comércio e Negociações Internacionais) divulgou uma cartilha sobre Código Florestal, intitulada "Agricultura, Conservação Ambiental e a reforma do Código Florestal". A visão do documento pauta-se pela necessidade de debater a reforma do Código Florestal com racionalidade. Para isso, o ICONE apresenta propostas e sugere soluções para que a ocupação e o uso da terra sejam feitos de forma a equilibrar conservação ambiental, produção agrícola e desenvolvimento econômico. O Instituto acredita que é possível e desejável o equilíbrio entre a sustentabilidade e a expansão da produção. Para tanto, é urgente que se adote um novo Código Florestal que crie incentivos para a regularização ambiental dos produtores e estabeleça formas de viabilizar a recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a compensação das áreas de Reservas Legal (RL), bem como a proteção efetiva da vegetação nativa existente.
Os processos de produção agropecuária, de diversos países europeus, já utilizam as BPA, são notórias e aceitas pelo setor. Muitos destes processos são as bases para as certificações de qualidade e denominações de origem, bastante utilizadas e reconhecidas como fator de agregação de valor aos produtos na Europa. No Brasil estas práticas, apesar de já serem divulgadas há vários anos, com alguns programas vigentes, não são utilizadas a contento pelos produtores. No campo, percebe-se grande desconhecimento destas, aliadas a descrença que de fato serão benéficas.
Em entrevista à BBC Brasil, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes afirmou que o bioma amazônico "tem que ser intocável" e que não é preciso cortar nenhuma árvore da região para aumentar a produção agrícola brasileira. Segundo o ministro, falta "racionalidade" a muitos projetos para proteger o meio ambiente no Brasil e há medidas de cunho ambiental que estão punindo agricultores brasileiros de forma injusta.
A oscilação dos preços no mercado cafeeiro, além de gerar dúvidas aos produtores sobre qual o melhor momento para comercializar, também gera variação de humor e posicionamentos, como observamos em diversas ocasiões nesta semana. Entretanto, na condição de entidade representante do setor, precisamos ser coerentes, não permitir que o lado emocional aflore e trabalhar, de fato, com a realidade e a racionalidade.
O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), apesar de não contemplar todas as reivindicações dos produtores rurais do Brasil, poderá conter grandes avanços e restaurar a racionalidade crítica nesta questão, devolvendo a segurança a quem investiu todos os seus meios e o seu destino para criar a grande agricultura brasileira, patrimônio natural de todo o País.
Ação reflete decisão do CDPC, que reconhece a importância da OIC ao Brasil e a necessidade de melhoria de sua atuação
Em artigo, presidente do CNC enaltece os benefícios do Fundo à cafeicultura brasileira
Técnica é contraindicada por deixar o terreno muito limpo e desprotegido, o que pode reduzir a infiltração de água das chuvas
Nilmar Reis desenvolveu o estudo O Direct Trade no agronegócio café: uma perspectiva de seus agentes, para analisar as características deste modelo de negociação
A proposta de taxar o agronegócio representa a volta ao duríssimo período enfrentado pelo setor, logo após a edição do Plano Real. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, pesquisador científico do IEA.
O resultado global da expansão da oferta de cafés certificados no mundo foi explosivo. Em 2013, levantamento efetuado por importante trader brasileiro do segmento, contabilizou mais de 40 milhões de sacas de café verificado apenas para o 4C.
Quando se fala de possibilidades de diferenciação na cafeicultura, é comum a comparação com a vitivinicultura. Desde a virada do milênio, principalmente, é crescente o número de especialistas que buscam relacionar ambos os setores. Certamente, há uma série de lições úteis oferecidas pelo caso do vinho.
Dando continuidade ao debate do último artigo de Sylvia Saes e Bruno Varella, "Sabemos quanto vale. E quanto custa, sabemos?", Celso Vegro enviou ao CaféPoint um artigo que vai de encontro com as abordagens do debate e enfatiza a afirmação "Cafeicultor é um agente econômico racional". Confira o estudo!
Para nós, brasileiros: não adianta investirmos apenas em qualidade. Indo além, é necessário estruturarmos uma imagem positiva do café brasileiro. Colher os melhores grãos é apenas parte de um processo, que deve se preocupar também com a entrega de uma versão acabada do produto. Por uma série de razões, temos falhado em explorar essas peculiaridades da cognição humana, transformando o café brasileiro em um objeto de desejo visual.
Um livro esquecido na estante há alguns meses tem se mostrado uma leitura das mais interessantes. Escrito por uma dupla de peso, <i>Animal Spirits</i> concorreu a uma série de prêmios em 2009. Em parte, os autores, foram ajudados pelo fato de tratarem de questões fundamentais para a compreensão da grave crise de 2008 e as suas consequências. <i>Animal Spirits</i>, porém, vai além disso: apresenta uma série de pontos cuja influência sobre a análise econômica deve ser revista.
Em tempos em que aloprados defendem a tese de que a reforma do Código Florestal ampliará o risco de desastres em encostas, não é muito inteligente colocar na parede quem está do lado dos não aloprados. No entanto, a proliferação de argumentos sem conhecimento de causa sobre o setor agrícola, infelizmente, tem que ver com um comodismo de dentro do setor.
Todo mundo reconhece que o Brasil tem as melhores credenciais do planeta para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento da agropecuária. Só que, infelizmente, em vez de buscar a plena conciliação entre o desenvolvimento agrícola e a proteção ambiental, estamos contrapondo esses dois gigantes de forma absurda.
Talvez, uma das mais relevantes dificuldades para que os produtores rurais delineiem estratégias comerciais exitosas é a falta de hábito em monitorar seus custos de produção. Ao deixar de contabilizar adequadamente seus custos, torna-se praticamente impossível aferir se os resultados obtidos são ou não economicamente satisfatórios após concluída a comercialização.
Manoel Vicente Bertone, Secretário de Produção e Agroenergia do MAPA, concedeu entrevista ao CaféPoint, falando sobre o comportamento do mercado de café brasileiro, as políticas públicas criadas para amparar o setor e os últimos acontecimentos em relação a essas políticas como o atraso dos recursos do Funcafé e a regulamentação das novas regras de ressarcimento do PIS/Cofins para os exportadores. Acesse e ouça a entrevista.
Volta e meia, notícias sobre o desrespeito à legislação trabalhista no interior brasileiro são disponibilizadas na imprensa. Em geral baseadas na exposição de um caso, contribuem para a criação da imagem - nos centros urbanos do Brasil e no exterior -, de que a agricultura brasileira engatinha na concessão de direitos básicos aos trabalhadores. Quando usado como uma generalização, nada mais injusto. Já como indicador de que ainda há muito a ser feito, tais denúncias são válidas.
A atual legislação ambiental brasileira deixa na ilegalidade cerca de 3,5 milhões de produtores rurais, o que corresponde a mais da metade dos agricultores do País. A afirmação foi feita nesta terça-feira pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que participou de audiência pública promovida pela comissão especial que discute propostas de códigos florestal e ambiental (PL 1876/99).
O Projeto de Lei 4.006 de 2008, que tramita no Congresso, propõe alterações nos artigos 2º, 16º e 44º do Código Florestal. A proposta da CNA apresentada na 18ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados também propõe modificações nesses artigos. É importante que os políticos e lideranças setoriais tomem as preucauções necessárias para que ações isoladas não causem desencontros, que acabem prejudicando o que certamente todos querem: encontrar solução para a necessária reforma do Código Florestal que atenda às necessidades da produção de alimentos e de preservação do meio ambiente.