Dólar e especulações pesaram sobre preços do café em maio
Futuros do café apresentam significativas perdas em maio diante do fortalecimento do dólar e da multiplicidade de estimativas de safra.
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Futuros do café apresentam significativas perdas em maio diante do fortalecimento do dólar e da multiplicidade de estimativas de safra.
Mercado acumulou leve queda com pressão do arrefecimento na demanda; aumento de estoques na ICE US e dólar também pesaram
Preocupações com a crise econômica na zona do euro pesaram ontem nos preços de commodities agrícolas. O pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não sinalizou grandes medidas para conter os problemas financeiros e fortaleceu o sentimento de aversão ao risco nos mercados.
Especulações sobre a safra 2020 do Brasil e a força do dólar pesaram sobre as cotações
As preocupações com a crise europeia pesaram sobre o café. Os preços futuros do café arábica fecharam o pregão com desvalorização nos contratos para entrega em março.
Está clara a forte desaceleração da economia brasileira, ficando mais provável que, tanto em 2011 como em 2012, o crescimento do PIB fique até abaixo de 3%, com influência negativa do setor industrial e, mais recentemente, do de serviços. O desemprego, depois de um longo tempo, volta a preocupar, aumentando o custo social de trazer a inflação para próximo da meta.
Com poucos fundamentos capazes de compensar o mau humor dos investidores, os preços do café cederam ao menor patamar em seis meses na bolsa de Nova York. Os contratos para dezembro fecharam a quinta-feira em queda de 575 pontos, a US$ 2,3975 por libra-peso.
Fatores como períodos prolongados de seca, calor excessivo, baixo vingamento dos frutos e escassez de fertilizantes preocupam produtores da região
Encontros ocorreram através de videoconferência. Destaque foi para melhoria na qualidade do café
Avaliação de frutos normais e pequenos mostrou um diferencial médio de peso entre eles da ordem de 39%. Por José Braz Matiello, Iran B.Ferreira e J.E. Pinto Paiva engenheiros agrônomos da Fundação Procafé e Carlos H. S. Carvalho, engenheiro agrônomo da Embrapa-Café
O secretário de Política Agrícola Neri Geller (PMDB) é o novo Ministro da Agricultura. A definição ocorreu na noite desta quarta-feira (12) após uma reunião envolvendo [...]
O Conselho Nacional do Café - CNC solicitou elaboração de votos para agilizar a liberação de recursos para as linhas de custeio, colheita e estocagem na safra 2013. No mercado, maior oferta do café conilon e aumento nos blends reduzem as cotações do café arábica. Entidade mantém a recomendação de cautela nos movimentos de baixa e de vendas parceladas na recuperação do mercado.
O preço médio dos alimentos no mundo subiu 6% no mês de julho em relação a junho, depois de três meses de baixa. O sinal amarelo foi aceso ontem (09) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cujo relatório aponta como vilões o preço dos cereais e do açúcar.
Nos últimos sete anos, 64 milhões de brasileiros ascenderam de faixa de renda. Segundo a pesquisa "O Observador Brasil 2012", de 2005 até 2011, enquanto diminuiu a parcela da população mais pobre (de 51% para 24%), cresceu o universo dos mais ricos (de 15% para 22%) e, também, da classe média (de 34% para 54%), que passou a ser maioria no país.
Em 2011, o Produto Interno Bruto do agronegócio brasileiro estimado pelo Cepea, da Esalq/USP, com o apoio financeiro da CNA, cresceu o dobro do PIB nacional calculado pelo IBGE. Enquanto o agronegócio avançou 5,73% (a preços reais), totalizando R$ 942 bilhões (em reais de 2011, ou seja, descontada a inflação), a economia como um todo se expandiu 2,7%, indo para R$ 4,143 trilhões, segundo o IBGE. Com isso, a participação do agronegócio no PIB nacional aumentou de 21,78% em 2010 para 22,74% em 2011.
Sentimento de aversão ao risco no mercado internacional fez com que a maioria das commodities registrassem queda nesta quinta-feira (10), não sendo diferente para o mercado de café. Na bolsa de Nova York o vencimento maio/11 teve forte desvalorização de 1430 pontos, fechando a 280,55 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 539,76, com desvalorização de R$ 11,84 segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a valorização acumulada é de R$ 18,30/saca. Mercado segue firme com oferta apertada e demanda aquecida.
Sílvio Crestana confirmou ontem sua saída definitiva do comando da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), após quatro anos no cargo, afirmando que a pressão familiar pesou mais do que o pedido pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela sua permanência no posto.
Nas mãos do governo, hoje, há 865 mil sacas de café de 60 quilos. Perto de outros anos é pouco. Esse volume chegou a ser dez vezes maior em 1999. E 20 vezes maior em 1989, com o fim do IBC (Instituto Brasileiro do Café). Mas para as indústrias e exportadores, o fim dos estoques governamentais não trará grandes conseqüências para o mercado, pois os volumes atuais estocados são considerados inexpressivos.
Os adubos e fertilizantes estão liderando as importações do mês. Segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), até dia 25 os gastos nesse setor superaram em 167% os de igual período de 2006.