Irrigação é uma das maiores garantias de que investimento não será perdido com déficit hídrico
Um hectare de arábica irrigado por gotejo, produzindo acima de 50 sacas/hectare, permite uma lucratividade acima de R$ 12 mil/ha/ano, afirma especialista.
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Um hectare de arábica irrigado por gotejo, produzindo acima de 50 sacas/hectare, permite uma lucratividade acima de R$ 12 mil/ha/ano, afirma especialista.
O dia está nublado, a temperatura abaixo de 10°C e a previsão de chuvas não anima as pessoas que vamos conhecer, mas a procura pelo tesouro perdido faz com que a empreitada seja emocionante. Quem lê deve pensar na busca por ouro ou diamantes, mas o tesouro em questão é um café muito especial da variedade Bourbon amarelo em uma região montanhosa, no município de Poços de Caldas.
Exportações do setor recuaram 26,4% em volume e 10,9% em receita; Abics acredita que leilões de conilon poderão trazer o produto brasileiro para o mercado.
"Se houver café em estoque, quanto dele estaria disponível para venda?", questionou diretor da Abics. Produtores temem a queda de preços e Abic se manifesta sobre retirada de conilon de blend.
Por conta do aquecimento global, variedades únicas de café podem desaparecer.
Relatório do Cecafé aponta aumento no preço médio da saca, que possibilitou receita cambial maior em comparação com o mesmo período de 2016.
"A ansiedade dos envolvidos continua a testar limites e isso deixa a expectativa de entrada da safra produtiva com a percepção errada", comenta Marcus Magalhães.
Segundo meteorologista, o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia devem ter uma média de, no máximo, 50 mm de chuva no mês de abril.
Seguro agrícola permite que o produtor do campo recupere o capital investido no cultivo e eventualmente perdido por conta das intempéries climáticas
Chuvas que começaram a cair a partir do início de outubro não estancarão instantaneamente o ciclo de perdas, e muito menos recuperarão o que já foi perdido
Uma safra abundante de café ajudará a Índia a recuperar o terreno perdido nas exportações em meio a temores de uma escassez global e preços mais altos
Relatório destaca que exportações colombianas do grão recuperaram grande parte do espaço perdido com os bloqueios ocorridos no último mês
Segundo dados reportados pela Organização Internacional de Café (OIC), a Colômbia voltou ao quarto lugar entre os países produtores de café; na ordem, os três primeiros são Brasil, Vietnã e Indonésia. A OIC estimou que a produção total do ano cafeeiro será de 144,5 milhões de sacas. Já a produção da Colômbia será de 10 milhões de sacas, segundo a Federação de Cafeicultores do país.
A umidade no sul e sudoeste de Minas estão prejudicando a qualidade do café que está em secagem nos terreiros. Essa é a situação na área de atuação da Cooparaiso que compreende essas regiões do estado, onde o produtor está em plena colheita. Apesar do cenário não estar diferente dos últimos anos, o café está sofrendo as consequências da umidade.
O Fecafé, criado no ano passado pelo Governo de Minas, recebe até o dia 02/07 propostas de projetos de produtores e entidades ligadas ao setor para o melhoramento do produto, estudos estratégicos e um mapeamento detalhado da produção no estado. O fundo tem orçamento de R$ 40 mi para este ano e R$ 60 mi para 2014.
O mercado global de café expresso em dose única está ficando maior, mais ousado e mais forte. E não é só no sabor. O mercado mundial de produtos de café em cápsula deve atingir a marca de US$ 12 bilhões este ano, segundo analista. E a Nespresso, que lançou a primeira máquina caseira de café em cápsula em 1986, vem aproveitando esta tendência.
A mecanização na colheita de café avança no Brasil e atinge pelos menos 10 milhões de sacas, segundo as empresa Jacto. A mecanização avança também na colheita do café caído no chão. Nesse caso, o percentual é bem menor, comenta a empresa Bertanha. Por sua vez, José Braz Matiello, da Procafé, diz que a colheita com derriçadeiras costais atinge 500 mil sacas por safra. Confira
A colheita de café do Brasil está na reta final e o aumento da oferta vem pesando nas cotações. Investidores e analistas esperam ver uma produção recorde neste ano e o País é o maior produtor e exportador mundial da commodity. Após um período de chuvas fora de época, que atrasaram os trabalhos no campo, a colheita vem avançando e os preços do café começaram a ceder.
Nos últimos anos, as estações do ano no Brasil têm perdido suas características marcantes. Fenômenos El Niño e La Niña também alteram as características do clima. A ocorrência do "La Niña" no final deste ano e início do próximo tornará a primavera e o verão mais secos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, afetando a cafeicultura brasileira. Dentro disso, alguns fatores são essenciais para redução ou não da produtividade de café.
A marca Café do Cerrado voltou a ser propriedade do Conselho de Associações de Cafeicultores e Cooperativas do Cerrado (Caccer), que representa mais de 3,5 mil propriedades rurais de Minas Gerais. Há cerca de 15 anos, a entidade havia perdido os diretos de uso da marca na União Européia para uma empresa distribuidora da Espanha, que registrou o nome.
Neste mês de setembro, deixaremos de comemorar o quinto aniversário do acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia. Para aqueles que não se recordam, as negociações foram interrompidas em setembro de 2004 porque, na reunião do grupo negociador em Brasília, realizada um mês antes, Brasil e Argentina decidiram alterar a oferta tarifária do Mercosul para o setor automobilístico. Os europeus, como era de esperar, não gostaram e o clima favorável foi perdido, levando à interrupção das negociações.
O café pode ser uma cultura tão rentável quanto o trigo e a soja. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que prevê maior produtividade com menor ocupação de área.
A valorização do câmbio praticamente anulou a alta das commodities agrícolas no mercado internacional ao longo da última década. Segundo levantamento elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), a pedido do Valor, os preços em reais dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro - o que o Cepea chama de índice de atratividade - subiram apenas 5% de 2000 até o primeiro semestre de 2011, enquanto os preços em dólares aumentaram 128,3%. Nesse período, o real acumulou uma valorização de 54%.
A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou superávit de US$ 34,7 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 20,5% ante o mesmo período de 2010, quando o total foi de US$ 28,8 bilhões, informa o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As exportações totalizaram US$ 43,1 bilhões, aumento de 23,4% no período, e as importações cresceram 36,8%, para US$ 8,3 bilhões.