Iapar lança café resistente aos principais nematoides da cultura
O acontecimento faz parte das atividades comemorativas dos 45 anos da instituição
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O acontecimento faz parte das atividades comemorativas dos 45 anos da instituição
Entre os muitos desafios que a cafeicultura paranaense tem pela frente está o combate ao nematoide, parasita que afeta toda região cafeeira do estado. Para controlá-lo, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) lança a IPR 100, a primeira cultivar de café arábica resistente ao nematoide M. paranaensis sem a necessidade de enxertia.
Atentos ao risco de disseminação do nematóide formador de galhas Meloidogyne paranaensis em lavouras cafeeiras do Estado de Minas Gerais, nematologistas e representantes de importantes instituições de pesquisa, ensino e extensão do Estado se reuniram, na última quarta-feira (26), na sede do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), no setor de Cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), para delineamento de ações de pesquisa em levantamento e distribuição de espécies de nematóides mais nocivas ao cafeeiro.
A crise da cafeicultura e o endividamento dos produtores foram a tônica da reunião promovida pelo Conselho Nacional do Café (CNC), na Cooparaíso, em São Sebastião do Paraíso, no dia 1º de fevereiro. Em meio ao debate sobre a necessidade de um conjunto de medidas para a sobrevivência da cafeicultura, o gerente executivo do Polo de Excelência do Café (PEC/Café), Edinaldo José Abrahão, apresentou ações para a inovação tecnológica visando o fortalecimento do setor.
O nematóide formador de galhas <i>Meloidogyne incognita</i>, é uma das espécies de nematóides mais nocivas ao cafeeiro. Desde 2003, quando a espécie foi detectada na região do Alto Paranaíba (Patrocínio/MG) e, em 2004, no Sudoeste do Estado (Piumhi), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) vem alertando para o risco de sua disseminação. Há necessidade de iniciar um programa estadual de cooperação técnica e financeira para a contenção da praga.
Entre os muitos desafios que a cafeicultura paranaense tem pela frente está o combate ao nematóide, parasita que afeta toda região cafeeira do estado. Para controlá-lo, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), instituição participante do Consórcio Pesquisa Café, lançou a IPR 100, a primeira cultivar de café arábica resistente ao nematoide M. paranaensis sem a necessidade de enxertia.
Caso sua lavoura esteja com suspeita de contaminação, deve-se fazer a amostragem do solo para confirmar ou não a presença de nematoide e para identificar a espécie
Ocorrência de nematoides é crescente, inclusive em áreas com alta tecnologia como o Cerrado Mineiro
A execução da enxertia em mudas de café se mostra eficiente e rápida quando são utilizados pregadores ou prendedores para juntar as porções enxertadas das mudas
Santino Aleandro comenta sobre doenças e pragas que afetam o cafezal
Morte de cafeeiros sempre causa preocupação e muitas indagações por parte dos produtores
Problemas graves no desenvolvimento de cafeeiros jovens, plantados em áreas de renovação antes ocupadas com cafezais velhos, vêm sendo observados devido à alta população de nematoides da espécie Meloidogyne exígua
No Ano Internacional da Agricultura Familiar - AIAF, declarado pela ONU, a Embrapa Café e Consórcio Pesquisa Café, produzem artigo sobre "A cafeicultura familiar brasileira no contexto do Ano Internacional da Agricultura Familiar". Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, 81% dos estabelecimentos produtores de café são de agricultura familiar.
Existem milhares de tipos de nematóides. Esses pequenos seres atacam e destroem a cafeicultura, causando enormes prejuízos para a produção de café no País. No estado do Paraná, por exemplo, o impacto da doença pode gerar um prejuízo de mais de R$ 20 mil por hectare de café. Com o objetivo de combater essa praga, o Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café, faz investimentos em pesquisas nessa área desde a sua criação.
Nematóides são organismos do solo (pequenos vermes microscópicos) que atacam o sistema radicular do cafeeiro, tornando as plantas fracas e improdutivas, dificultando a absorção de água e sais minerais, causando morte das raízes, queda das folhas, diminuição da produção e até a morte das plantas. A adoção e o êxito de qualquer estratégia de manejo dependem da identificação correta da(s) espécie(s) e/ou raça(s) de nematóides presentes no cafezal. Dependerá também de análise crítica de sua aplicabilidade, em função do nível tecnológico e econômico do cafeicultor, do manejo da lavoura, da possibilidade de mudança de atividade agrícola em parte da propriedade, ou até mesmo perda periódica de receita. Após a infestação de um talhão é impossível eliminar todos nematóides da área cafeeira.