Chegada do outono pode ser positiva para cafeicultura
O outono começa no dia 20 de março. Durante o período, o produtor pode compensar a redução da produtividade com investimento em qualidade
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O outono começa no dia 20 de março. Durante o período, o produtor pode compensar a redução da produtividade com investimento em qualidade
Pesquisadores da Embrapa e da EPAMIG destacam que o inverno de 2021 poderá ser mais seco que o do ano passado
Nos próximos dias, todas as regiões do Brasil passarão pela fase de transição, que tem como característica uma redução nos volumes de chuva
O El Niño terá fraca influência nesta estação
Verão úmido favoreceu o desenvolvimento de doenças fúngicas
A princípio se espera para o Espírito Santo que as chuvas se mantenham, afirmou meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural .
O outono, que começa nesta quinta-feira, deverá ser mais chuvoso que o normal no Centro-Oeste e no Sudeste do Brasil, beneficiando a segunda safra de milho e culturas como algodão, café e laranja, mas trazendo problemas à cana-de-açúcar, disse o agrometeorologista Marco Antônio Santos, da Somar.
Depois de um verão com precipitações irregulares, o outono terá uma característica semelhante, apesar do término do fenômeno La Niña. Especificamente no norte do Paraná e oeste de São Paulo, esperam-se acumulados significativos entre a segunda quinzena de março e a primeira quinzena de maio, porém as chuvas fortes acontecerão em períodos relativamente curtos.
A Bahia, inclusive Brejões, na região de Jequié, no leste do Estado, vem passando por um dos piores verões dos últimos anos. Alguns municípios não recebem chuva forte há dez meses.
Os meses de abril e maio não serão tão secos quanto os de 2010, Caio. Não há previsão de um outono chuvoso que possa paralisar atividades agrícolas por um período prolongado. O outono de 2011 pode ser considerado como próximo do normal.
As simulações estão começando a indicar um término mais precoce do fenômeno El Niño. Com isto, as frentes frias conseguem avançar pelo Brasil, levando chuvas relativamente frequentes, mesmo no outono.
Os pesquisadores Williams Ferreira e Marcelo Ribeiro apresentaram um prognóstico em relação ao calor persistente neste início de outono, que pode favorecer a formação de tempestades com ocorrência de granizo em Minas Gerais.
Celso Oliveira, meteorologista da Somar, responde à consulta enviada pelo usuário Ricardo Lindenberg Thome, produtor rural, em Faria Lemos, Minas Gerais, que gostaria de saber a previsão do regime pluviométrico em março, abril e no outono.
Alta na umidade durante outono pode facilitar a proliferação de pragas e janela sem chuva nos próximos dias deve ser ideal para a prevenção na lavoura.
A curto prazo você não terá problemas com estiagem. O gráfico com a previsão para os próximos 30 dias indica que teremos chuvas fortes na primeira semana de abril e, posteriormente, há previsão de pelo menos mais três eventos mais fracos. Entretanto, há uma anomalia da precipitação em toda a América do Sul para o período do outono. Simonésia, na região de Manhuaçu, no leste de Minas Gerais, encontra-se em uma "área amarela", que significa precipitações abaixo da média.
Celso Oliveira, meteorologista da Somar, responde a consulta do usuário Bruno de Oliveira Paiva, produtor de café e estudante de tecnologia para cafeicultura, de Carmo do Rio Claro, Minas Gerais, que quer a previsão de chuvas até maio.
O atual evento El Niño continua forte e dando sinais de que deverá permanecer pelo menos até o início do outono de 2016. Por Williams Ferreira, pesquisador da Embrapa/Epamig na área de Agrometeorologia e Climatologia.
Pelo segundo mês consecutivo, o oeste de Minas Gerais registra precipitações acima da média na primeira quinzena de um mês, segundo Celso Oliveira, meteorologista da Somar. No sul de Minas Gerais e na região da Mogiana, em São Paulo, foi registrada uma primeira quinzena com precipitações dentro da média climatológica. Foram três eventos associados com a passagem de frentes frias. No leste de Minas Gerais e no Espírito Santo, foram registradas precipitações entre a média à ligeiramente abaixo da média nesta primeira quinzena de março. No oeste do estado de São Paulo, região de Marília, choveu quase 80% do esperado para todo o mês de março e tudo indica que, depois de um mês de fevereiro com chuvas bem abaixo da média, o mês de março fechará com um acumulado bastante significativo.
"Teremos um outono, inverno e boa parte da primavera com tempo seco por conta do fenômeno La Niña. No sul de Minas Gerais e na região da Mogiana, em São Paulo, temos registrado precipitação abaixo da média", comenta Celso Oliveira, meteorologista da Somar. E mesmo com os mais de 100mm previstos até o dia 29, a média não será alcançada. A previsão de 30 dias indica precipitações até o dia 10 de março. Entre 11 e 16 de março, espera-se uma trégua em função da entrada de uma forte massa de ar seco. E posteriormente, retornam as chuvas. Os simuladores apenas indicam diminuição das chuvas a partir de abril.
Com tamanha antecedência não é possível detalharmos como será meados do ano de 2009. Em abril, esperam-se precipitações entre a média à ligeiramente abaixo da média climatológica em Tapiraí, região de Piumhi, no Alto Paranaíba. Ou seja, não teremos um início de outono tão úmido quanto o último. A previsão prossegue, no máximo, até maio. Esperam-se precipitações fracas na primeira semana do mês.
A previsão para Aimorés, no Vale do Rio Doce, no leste de Minas Gerais, permanece inalterada. Ou seja, as chuvas tendem a diminuir nos próximos meses e o outono será mais seco que o normal na região. Aliás, o verão foi complicado. Primeiramente, choveu apenas metade do esperado para todo o período, de outubro até agora. E quando choveu acima da média (fevereiro), as chuvas fortes ocorreram nos primeiros e nos últimos dias do mês. Ou seja, tivemos uma má distribuição das chuvas.
A segunda quinzena do mês de abril promete ser bem mais seca. No decorrer do outono e durante o inverno, veremos uma situação semelhante à registrada no ano passado: chuvas irregulares.
Há um equívoco ao chegar à conclusão de que anos de La Niña favorecem a chuva no nordeste. Como a La Niña é um fenômeno contrário do El Niño e em anos de Niño falta chuva no nordeste, muitos acreditam que a Niña provoca chuvas na região. Isto vale para algumas áreas do nordeste, mas não para todas.
Celso Oliveira, meteorologista da Somar, responde a consulta do usuário Carlos Eduardo Reinig Filho, cafeicultor, em Caconde/SP, que solicita informações sobre a a influência do clima na qualidade do café.